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Stellantis registra prejuízo de R$ 153,9 bilhões em 2025
Stellantis – o grupo que controla marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram, Chrysler e Leapmotor — divulgou que teve um prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros (R$ 153,9 bilhões na cotação atual) em 2025, resultado que evidencia o custo de reavaliar a aposta em carros elétricos e afeta valor de mercado e perspectiva de caixa da empresa.
- Em resumo: o prejuízo veio principalmente de baixas contábeis para ajustar expectativas sobre veículos elétricos; ações da Stellantis já acumulam forte queda desde o anúncio.
Entenda a dinâmica por trás do rombo
O resultado negativo concentrou-se no segundo semestre de 2025, quando a Stellantis registrou baixas contábeis de 22,2 bilhões de euros (R$ 134,5 bilhões).
Além disso, a companhia reportou um prejuízo operacional ajustado de 1,38 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões) no mesmo período, número que exclui itens extraordinários.
Esse movimento acompanha um cenário em que montadoras reavaliam cronogramas e investimentos em eletromobilidade — uma transição que autoridades financeiras e reguladores, como o Banco Central, monitoram pelo impacto no fluxo de caixa corporativo.
“Nossos resultados completos de 2025 refletem o custo de superestimar o ritmo da transição energética e da necessidade de reorientar nosso negócio em torno da liberdade de nossos clientes de escolher entre toda a gama de tecnologias elétricas, híbridas e de combustão interna.” — Antonio Filosa, CEO da Stellantis
Contexto e impacto imediato
A despeito das perdas, a receita cresceu 10%, chegando a 79,25 bilhões de euros (R$ 480,3 bilhões) entre julho e dezembro, com aumento de 11% nas entregas de veículos — sinal de que a demanda não desapareceu, mas os ajustes contábeis e custos de transição pressionaram o lucro.

Analistas do Citi classificaram os números como um “ponto baixo evidente” para a Stellantis, apontando risco relativo maior frente a concorrentes europeus e americanos. As ações em Milão caíam 0,3% no pregão e, desde o anúncio das perdas ligadas aos elétricos, acumulam queda de cerca de 20%; o preço atingiu nível mais baixo em 6 de fevereiro, com recuo de 30% no ano.
A empresa manteve projeções para 2026 de crescimento moderado de receita e margem operacional baixa, mas espera que o fluxo de caixa livre volte a ser positivo apenas em 2027.
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Crédito da imagem: Divulgação
