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R$ 51 bilhões e 800 mil lesados: o choque do Master
Banco Master – A liquidação de instituições do grupo Master, iniciada em novembro de 2025, revelou até onde vai a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e deixou um rastro de incerteza: serão necessários R$ 51 bilhões para ressarcir clientes, e cerca de 800 mil investidores têm direito à garantia.
- Em resumo: O FGC já desembolsou R$ 37,2 bilhões, mas ainda precisa recompor recursos e lidar com 84% dos credores do Master já pagos.
Entenda a dinâmica e as limitações do seguro
O FGC, criado em 1995, garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por grupo financeiro e tem um teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos sobre o montante total. Para informações oficiais sobre regras e funcionamento, veja o site do Banco Central.
Investidores como Marina* e Alexandre dependiam dessa cobertura. Marina* recuperou o valor em menos de 24 horas após o pedido; Alexandre recebeu em quatro dias, mas ambos viveram o choque da perda de liquidez e da espera — um custo que não aparece só no extrato.
“O FGC foi apresentado como garantia absoluta para atrair investidores menos experientes.” — Ione Amorim, Idec.
Impacto econômico e medidas para recompor o fundo
Somando Master, Will Bank e Banco Pleno, o FGC terá de pagar cerca de R$ 51 bilhões. Já foram pagos R$ 37,2 bilhões e 653 mil credores do Master receberam valores (84% dos beneficiários).
Para repor o caixa — que antes superava R$ 140 bilhões — o FGC estuda antecipar contribuições (equivalente a 60 meses ainda em 2026, mais 12 meses em 2027 e 12 meses em 2028), criar cobrança extra às instituições e negociar uso de parte do compulsório junto ao Banco Central.

Especialistas alertam que a recomposição tende a onerar o sistema: bancos podem repassar custos a clientes via tarifas e juros mais altos, e a concessão de crédito pode ficar mais restrita.
O que você acha? A garantia do FGC protege adequadamente investidores de menor experiência ou precisa de reforma mais dura? Para mais análises e cobertura sobre o tema, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Estadão Conteúdo
* Nome fictício a fim de preservar a identidade da fonte.
