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Indústria pagou até US$10 mil/ton: chocolate seguirá caro
Ministério da Agricultura – Apesar da queda recente no preço do cacau pago ao produtor, o consumidor brasileiro deve enfrentar uma Páscoa com chocolate ainda caro por causa de compras antecipadas feitas pela indústria quando os preços atingiram patamares recordes.
- Em resumo: fabricantes compraram subprodutos do cacau por até US$ 10.000/ton no ano passado; redução no campo só deve chegar ao supermercado mais adiante.
Entenda a dinâmica
Por que a baixa no campo não chegou à prateleira
A inflação medida pelo IBGE mostra que o chocolate em barra e o bombom acumulam alta de 26% em 12 meses. Ainda assim, a queda no preço do cacau no produtor não está sendo repassada porque a indústria trabalha com estoques e contratos fechados com meses de antecedência.
Analistas alertam que, para a produção desta Páscoa, as empresas chegaram a pagar entre US$ 6.000 e US$ 10.000 por tonelada pelos subprodutos do cacau; hoje, esses insumos já são cotados perto de US$ 3.000. O governo, por sua vez, suspendeu temporariamente a importação de amêndoas da Costa do Marfim — medida citada como controle sanitário pelo Ministério da Agricultura.
“Se de fato isto está acontecendo, começamos a correr risco sanitário da amêndoa que entra no Brasil. […] Tem que ter certeza do que está entrando, para não ter risco de trazer doença para a nossa cultura cacaueira”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em entrevista à GloboNews na sexta-feira (27).
Contexto e impacto para produtores e consumidores
A alta de preços em 2024 foi alimentada pela forte queda de safra em grandes produtores — Brasil, Costa do Marfim e Gana — afetados por El Niño, pragas e clima adverso. Em janeiro de 2025, a cotação média na Bolsa de Nova York chegou a US$ 10.000/ton, ante cerca de US$ 4.000 um ano antes.

No Brasil, a produção em 2025 foi de 186.137 toneladas, com importações de 42.199 toneladas; 81% do volume importado veio da Costa do Marfim, segundo dados do mercado.
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Crédito da imagem: Divulgação
TRANSMISSÃO: Globo | Record
