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21h35: gravação integral do último show dos Mamonas
Brasília – Imagens inéditas do último show dos Mamonas Assassinas, gravadas em 2 de março de 1996 no Estádio Mané Garrincha e preservadas por 30 anos, foram recuperadas e exibidas pela Globo e pela Band; o registro chega como um testemunho direto do que antecedeu a queda do avião que matou o grupo na madrugada de 3 de março de 1996. TRANSMISSÃO: Globo | Band. HORÁRIO: 21h35 (Brasília UTC-3).
- Em resumo: a íntegra do show — com trechos quase completos de sucessos e cenas de bastidor — foi resgatada do arquivo da TV Globo e reaparece a três décadas da tragédia.
Do Mané Garrincha ao avião: o que as imagens mostram
As imagens, registradas pelo repórter cinematográfico Caio Coutinho, exibem a chegada dos fãs, o estádio lotado e momentos de palco em que Dinho abre fantasiado, canta e interage com o público.
O acervo inclui quase completas “Cabeça de bagre II”, “Chopis centis”, “Jumento Celestino”, “Bois Don’t Cry”, “Uma Arlinda mulher” e “Robocop gay” — nesta última, Dinho aparece com peruca e vestido, finalizando com um trecho de “Melô do piripipi”.
“A nossa intenção é só divertir o povo que tem tanto motivo para chorar.”
Contexto e impacto
O espetáculo em Brasília, para cerca de 4 mil pessoas, foi o último da banda antes de partirem, às 21h35, em um jato Learjet 25D rumo a São Paulo. Às 23h15, pouco antes do pouso em Guarulhos, o piloto informou que faria uma arremetida; em seguida o avião desapareceu do radar. Às 5h45 de 3 de março, destroços foram encontrados na Serra da Cantareira, a cerca de 1,2 mil metros de altitude. Morreram na hora os cinco integrantes da banda, o segurança, o técnico de apoio, o piloto e o copiloto.

Os Mamonas foram um fenômeno cultural de 1996: em sete meses o primeiro disco vendeu dois milhões de cópias e a banda fez cerca de 160 shows. Para entender o Brasil da época e o contexto social em que o grupo explodiu em popularidade, veja dados do IBGE.
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Crédito da imagem: Divulgação
