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Queda de 27%: Brasil gera 112 mil vagas, pior janeiro em 3 anos
Brasília/DF – O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou que a economia abriu 112,3 mil postos com carteira em janeiro de 2026, o volume mais baixo para o mês desde 2023 e 27,2% inferior ao registrado um ano antes, acendendo alerta sobre o ritmo da recuperação.
- Em resumo: avanço fraco das contratações e 2,09 milhões de demissões derrubam saldo de vagas no início de 2026.
Setores com sinal amarelo
O Caged oficial indica que quatro dos cinco grandes segmentos ainda criaram vagas, mas o comércio puxou o freio com saldo negativo. A indústria liderou a abertura de postos, contrariando a tendência histórica de janeiro, quando serviços costumam ditar o ritmo.
Desde 2021, o mercado formal vinha entregando médias acima de 150 mil vagas em jan/fev; desta vez, o resultado ficou 38% abaixo dessa marca, reflexo direto dos juros básicos a 15% ao ano.
“Acredito que o juro vai baixar, permitindo o crescimento da economia (…) Não faz sentido pensar em crescimento de juros”, afirmou o ministro Luiz Marinho.
Por que o número preocupa?
Mesmo com 48,57 milhões de vínculos ativos — maior estoque da série — o ritmo desacelerou: 2024 registrou 173,1 mil vagas em janeiro, enquanto 2025 marcou 154,4 mil. Para analistas consultados, o atual patamar de Selic eleva o custo de capital e retarda contratações, sobretudo em pequenos negócios.
No lado positivo, o salário médio de admissão subiu para R$ 2.428,67, alta real de 3,5% sobre dezembro. Ainda assim, o avanço não compensa a retração no volume de vagas, alertam economistas. A comparação com a taxa de desemprego geral — 5,6% em 2025, a menor desde 2012 segundo o IBGE — mostra que o mercado formal segue avançando, mas num passo mais lento.
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Crédito da imagem: Divulgação
