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Trump aciona Marinha e segura 20% do petróleo mundial
WASHINGTON – Em 3 de março de 2026, o presidente Donald Trump elevou a tensão no Golfo ao anunciar que navios de guerra dos Estados Unidos estão prontos para escoltar qualquer petroleiro que cruze o Estreito de Ormuz caso o Irã cumpra a ameaça de bloquear a rota.
- Em resumo: Casa Branca promete proteger a passagem por onde trafega um quinto do petróleo global.
Por que Ormuz é crucial para o seu bolso
Mais de 21 milhões de barris por dia – cerca de 20% do consumo mundial – saem do Golfo Pérsico por esse corredor de apenas 39 km de largura. Qualquer interrupção pressiona o valor do combustível, da logística ao supermercado. Não à toa, o barril Brent subiu 8% nesta terça, reflexo imediato da incerteza, segundo monitoramento do Banco Central do Brasil (BCB).
A escalada começou quando a Guarda Revolucionária Iraniana classificou a passagem como “insegura” e sugeriu ataques a navios estrangeiros. No dia seguinte, Trump respondeu com a promessa de “livre fluxo de energia para o mundo”.
“Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO DE ENERGIA”, escreveu o presidente na Truth Social.
Seguro emergencial e impacto nos mercados
Junto com a ameaça militar, Trump autorizou a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos EUA (DFC) a oferecer seguro contra risco político para todo o comércio marítimo no Golfo. A medida, “com efeito imediato”, busca conter o êxodo de companhias de navegação e evitar um choque de oferta.

Historicamente, crises em Ormuz geram picos de até 30% no preço do petróleo, como ocorreu em 2019 após ataques a cargueiros. Além do combustível, fretes marítimos e alimentos tendem a encarecer, alimentando a inflação global. Analistas temem um “efeito dominó”, sobretudo em economias dependentes de importação de energia.
O que você acha? A presença militar dos EUA inibe ou agrava o risco de conflito? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
