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BC libera R$30 bi do compulsório para tapar rombo do FGC
Brasília (DF) – Em 3 de março de 2026, o Banco Central publicou resolução que permite às instituições financeiras direcionar parte dos depósitos compulsórios ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), alívio urgente após o colapso do Banco Master.
- Em resumo: mudança pode injetar até R$ 30 bilhões no FGC, que precisa de R$ 51,8 bilhões para indenizar clientes do conglomerado Master.
Como a nova regra funciona
O depósito compulsório é a fatia dos saldos que todo banco entrega ao BC como colchão de segurança. Agora, a autarquia autoriza que parte desse montante seja redirecionada ao FGC, reduzindo a quantia parada no cofre oficial e reforçando o fundo de proteção ao investidor. Segundo estimativas da autoridade monetária, a engenharia deve liberar cerca de R$ 30 bilhões em 2026. A íntegra da resolução está disponível no site do Banco Central.
A flexibilidade vale tanto para recursos à vista quanto a prazo, dando às instituições liberdade de escolher onde compensar o saldo.
“A recomposição atende ao interesse público associado à manutenção da confiança no sistema financeiro”, destacou o BC na nota oficial.
Por que o FGC virou assunto urgente
Com a liquidação do Banco Master, do Will Bank e do Pleno, o FGC calcula desembolso de R$ 51,8 bilhões para cobrir depósitos de clientes e investidores. Antes da crise, o fundo dispunha de patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões eram liquidez imediata.
Criado em 1995, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, conforme Resolução CMN nº 4.758/2019. Desde 2014, segundo dados do próprio fundo, mais de 70 instituições já recorreram à cobertura, mas nunca em escala tão grande quanto o caso Master.

Para acelerar a recomposição, o BC já havia exigido antecipação de contribuições mensais ordinárias dos bancos em fevereiro. A nova liberação do compulsório complementa esse movimento e busca preservar a confiança dos 207 milhões de correntistas brasileiros, de acordo com o último Censo IBGE.
O que você acha? A mudança do compulsório é suficiente para blindar o sistema? Para mais análises sobre finanças, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
