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Irã fecha Ormuz: barril dispara e 20% do petróleo trava
LONDRES – O preço do Brent avançou mais 0,93%, tocando US$ 83,07 por barril na manhã desta quarta-feira (4/3/2026), após Teerã declarar o shutdown total do Estreito de Ormuz e prometer incendiar qualquer navio que ouse cruzar a rota que escoa cerca de um quinto do petróleo global.
- Em resumo: Fechamento de Ormuz agrava risco de desabastecimento e mantém o Brent na terceira alta consecutiva.
Por que Ormuz é vital para o planeta?
Localizado entre Omã e Irã, o estreito de apenas 39 km de largura é corredor obrigatório para produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Iraque. Em dias normais, cerca de 21 milhões de barris diários cruzam a passagem, segundo a Organização Marítima Internacional. Com o bloqueio, navios-tanque enfrentam ameaça direta, enquanto os EUA cogitam escolta naval após declaração do presidente Donald Trump.
Para o Brasil, cuja exportação de petróleo saltou 17% em 2025, a turbulência pode significar receita maior, mas também encarecer combustíveis e fertilizantes importados, mostram dados do IBGE.
“O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para a exportação de petróleo.”
Efeito cascata nos preços de energia
O atual conflito levou Catar a suspender produção de gás, Arábia Saudita a fechar sua maior refinaria e Israel a paralisar campos offshore. No domingo seguinte aos ataques de EUA e Israel contra o Irã, o barril saltou 13%, a maior alta desde janeiro de 2025, reforçando temores de inflação energética global.

Além de pressionar bombas de combustível, a disparada do óleo tende a elevar custos de frete, plástico e até alimentos. Historicamente, cada aumento de 10 dólares no barril adiciona 0,3 ponto percentual à inflação mundial, de acordo com cálculos da Agência Internacional de Energia.
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Crédito da imagem: Divulgação / AFP
