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Dólar recua mesmo após ataque EUA-Israel ao Irã elevar tensão
São Paulo – Na abertura desta quarta-feira (4), o dólar recuou 0,24% e foi negociado a R$ 5,2514, contrariando a disparada do petróleo provocada pelos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz.
- Em resumo: tensão geopolítica dispara petróleo, mas câmbio cai com expectativa de dados fracos de emprego nos EUA.
Indicadores em foco: emprego nos EUA e Livro Bege
Investidores aguardam o relatório ADP, que deve apontar apenas 50 mil novas vagas no setor privado norte-americano, sinal de arrefecimento da economia. Mais tarde, o Livro Bege do Federal Reserve detalhará pressões de inflação e crescimento, balizando apostas sobre juros.
No Brasil, o Banco Central autorizou que bancos abatam do compulsório valores antecipados ao FGC, medida que, na prática, injeta liquidez e pode aliviar o crédito.
“É um momento de grande cautela. O cenário internacional concentra muitos riscos e, sobretudo, falta clareza sobre os próximos passos do conflito”, ressalta Felipe Sant’Anna, da Axia Investing.
Petróleo dispara 5% e acende alerta de inflação
Com o Irã ameaçando embarcações no Estreito de Ormuz – rota de 20% do petróleo mundial –, o Brent superou US$ 82. Segundo cálculos da Agência Internacional de Energia, cada alta de US$ 10 no barril adiciona até 0,4 ponto percentual à inflação global.
Apesar do cenário, ações de petrolíferas brasileiras avançam menos que a commodity, reflexo da aversão a risco que derrubou as principais bolsas da Ásia e da Europa.

Por que o câmbio ignora o barulho bélico?
Análise de corretoras aponta dois vetores: entrada de fluxo estrangeiro para a B3 – o índice acumula alta de 17,5% no ano – e carry trade sustentado pelos juros reais ainda elevados no Brasil. As reservas internacionais de US$ 357 bilhões também limitam movimentos especulativos.
Mesmo assim, o movimento é frágil. Se o conflito encarecer energia de forma persistente, o Banco Central pode ser forçado a adiar cortes de juros, prejudicando a bolsa e o câmbio.
O que você acha? A queda do dólar é sustentável ou depende de um cessar-fogo rápido no Oriente Médio? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / AP
