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Ação relâmpago no Cariri mobiliza 6 batalhões contra crimes
Crato e Juazeiro do Norte, CE – Na última terça-feira (3), a Polícia Militar do Ceará deflagrou uma força-tarefa inédita para sufocar Crimes Violentos Contra a Pessoa nas duas maiores cidades do Cariri, região que vem concentrando os principais índices de homicídios do interior do Estado.
- Em resumo: Seis batalhões atuam 24h em áreas consideradas “pontos quentes” de violência.
Como a força-tarefa foi montada
Batizada de “Operação em Áreas Críticas”, a iniciativa reúne efetivos do Policiamento Ostensivo Geral, CPRaio, RPMont, Bepi, BPMA e Guardas Municipais. O objetivo é realizar blitz, saturações e patrulhas a pé ou motorizadas, ampliando a sensação de segurança e estreitando o cerco a suspeitos já mapeados pelo serviço de inteligência.
Números de assassinatos, lesões corporais e roubos orientaram o traçado das rotas. Segundo dados do Atlas da Violência 2023, o Ceará segue entre os dez estados mais letais do país, realidade que impulsiona intervenções mais robustas no interior.
“Ações estratégicas como essa contribuem para a preservação da ordem pública e para a redução dos indicadores criminais”, destaca nota da PMCE.
Por que o Cariri se tornou prioridade
Crato e Juazeiro concentram metade da população do Cariri e, historicamente, funcionam como polos comerciais e de transporte. Esse fluxo atrai, também, disputas de facções por território, elevando os registros de CVP. Em 2023, a Secretaria da Segurança Pública apontou crescimento de 12% nas ocorrências de lesão dolosa na região.

O reforço de tropas especializadas, somado ao emprego de drones e motocicletas de alta cilindrada do CPRaio, busca resposta rápida a chamados e flagrantes. A PM afirma que a operação permanece “por tempo indeterminado”, com avaliações semanais dos indicadores para redirecionar guarnições conforme a necessidade.
O que você acha? O aumento do efetivo é a melhor estratégia para conter a violência no interior? Para acompanhar outras ações policiais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / PMCE
