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Blecaute corta luz de 10 províncias cubanas e paralisa Havana
Havana, Cuba – Dois terços da ilha ficaram sem energia às 12h41 locais desta quarta-feira (4), derrubando semáforos, hospitais e o já combalido transporte público da capital.
- Em resumo: pane em usina perto de Matanzas apagou 10 das 15 províncias cubanas.
Por que a rede cedeu desta vez?
A União Nacional Elétrica atribuiu o colapso à avaria de uma caldeira da usina Antonio Guiteras, a 100 km de Havana. Com parte do Sistema Eletroenergético Nacional desconectado, a geração caiu abaixo do consumo mínimo.
Relatórios da Agência Internacional de Energia indicam que parques térmicos com mais de 30 anos — caso da maioria em Cuba — operam sob risco elevado de falha mecânica, sobretudo quando faltam peças e combustível.
“Isso já não é vida”, desabafou o aposentado Alfredo Menéndez, 67 anos, ao ver a cidade novamente às escuras.
Bloqueio de combustível aprofunda a crise
Desde 9 de janeiro nenhum petroleiro atracou na ilha, consequência da pressão de Washington para cortar o envio de petróleo venezuelano. O governo de Miguel Díaz-Canel responde com racionamento de gasolina, suspensão de venda de diesel e até redução de atendimentos hospitalares.
Entre 1º de janeiro e 15 de fevereiro, a oferta elétrica caiu 20% em relação a 2025. O racionamento chega a 10 h diárias em Havana e ultrapassa 24 h em cidades do interior, cenário que encarece alimentos, dobra o preço de táxis e empurra parte da população ao transporte a pé.

Especialistas lembram que, além das sanções, os investimentos estatais no setor ficaram estagnados por anos, deixando oito termelétricas com equipamentos das décadas de 1980 e 1990 sem modernização adequada.
O que você acha? O embargo energético justifica tamanha instabilidade ou falta gestão interna? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP
