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R$ 51 bi ameaçados: como o FGC pode criar novos Vorcaros
São Paulo-SP – A quebra em cadeia do Banco Master, Will Bank e Pleno, ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, já empurrou um buraco de R$ 51 bilhões para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e expôs um risco sistêmico que pode se repetir, segundo o professor Michael Viriato.
- Em resumo: Especialista diz que o desenho atual do FGC estimula investidores a buscar altas taxas e banqueiros a correr riscos extremos.
Por que o “seguro” pode virar combustível de crise
O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ – um limite que, na prática, isenta pequenos aplicadores de avaliar a saúde dos bancos. Segundo Viriato, isso cria a lógica do “quanto pior, melhor”: quanto mais frágil a instituição, maior a taxa oferecida e maior a captação. Dados do Banco Central mostram que 78% dos depósitos garantidos hoje estão concentrados em bancos médios, justamente os que mais pagam para buscar recursos.
Do outro lado do balcão, banqueiros agressivos usam a blindagem do FGC como argumento de venda. “O plano de negócio do Banco Master era 100% baseado no FGC”, admitiu Vorcaro à Polícia Federal.
“O sistema de segurança do Sistema Financeiro Nacional incentiva o surgimento de novos banqueiros como Daniel Vorcaro”, alerta Michael Viriato.
Conta alta, competição distorcida
Desde a criação do fundo, em 1995, esta é a maior despesa já registrada. O valor supera o orçamento anual de programas federais como o Prouni. E, conforme o economista, quem pagará a fatura são os cinco maiores bancos – responsáveis por até 80% das contribuições – e, indiretamente, todos os correntistas, via tarifas mais altas ou crédito mais caro.

Em outros países, o “franqueamento” do seguro é usado para coibir abusos: nos EUA, a FDIC cobre até US$ 250 mil, mas cobra prêmios diferenciados de bancos mais arriscados. Viriato sugere modelo semelhante por aqui ou a redução do percentual garantido, tornando o investidor corresponsável.
O que você acha? Limitar a cobertura do FGC reduziria fraudes ou puniria o pequeno poupador? Para acompanhar mais análises sobre finanças, visite nossa editoria de economia.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
