- Motorista arrasta moto e explosão após colisão assusta Fortaleza
- Motociclista de 23 anos atropela atleta em prova e é preso
- Laptop achado e rota refeita: nova pista sobre sumiço de Vitória
- Vídeo: carro arrasta moto e explode após briga em Fortaleza
- Ônibus com 37 passageiros tomba na CE-040 e causa pânico
“A Noiva!” vira manifesto feminista em releitura de Frankenstein
São Paulo/SP – Estreando nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (5), “A Noiva!” transforma o clássico universo de Frankenstein em um drama policial vibrante que questiona, sem rodeios, o lugar da mulher na sociedade.
- Em resumo: Maggie Gyllenhaal adapta o mito de 1935 para discutir poder feminino e causa polêmica ao citar o movimento Me Too em pleno roteiro.
Direção ousada e referências que saltam da tela
Entre cenas em preto-e-branco e números musicais inspirados em Fred Astaire, Gyllenhaal assume risco alto: funde terror, romance e thriller numa linguagem que grandes estúdios raramente aprovam. Segundo dados da Ancine, apenas 8% dos filmes de grande porte no Brasil adotam formatos híbridos semelhantes, o que torna “A Noiva!” um ponto fora da curva.
O elenco encabeçado por Christian Bale, Jessie Buckley e Penélope Cruz encara diálogos densos enquanto atravessa Chicago dos anos 1930 – cenário que ecoa debates bem atuais sobre misoginia sistêmica.
“Mais assustador que um monstro é ignorar a voz de quem sofre”, alerta Mary Shelley (interpretada por Buckley) em uma das sequências-chave.
Por que a crítica fala em ‘manifesto’?
Ao ressuscitar uma mulher assassinada para ser companheira de Frank, o roteiro desloca a narrativa de pavor para empoderamento: a criatura agora lidera um levante feminino que espelha, em tom ficcional, estatísticas reais de violência de gênero. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 1 feminicídio a cada 6 horas em 2023, dado que reforça a pertinência do tema.

Além do comentário social, o longa presta tributo a obras como “Bonnie & Clyde” e “O Jovem Frankenstein”, garantindo camadas de nostalgia que agradam cinéfilos atentos às intertextualidades.
O que você acha? Releituras radicais de clássicos ajudam ou atrapalham o legado original? Para mais análises pop e estreias da semana, visite nossa editoria de cultura.
Crédito da imagem: Divulgação
