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Dólar dispara a R$5,31 após mísseis no Irã e payroll nos EUA
São Paulo – Na manhã desta sexta-feira (6), o dólar comercial subiu para R$ 5,31 às 9h, refletindo a nova onda de ataques dos EUA e de Israel contra o Irã e a expectativa em torno do payroll americano, divulgado às 17h30 em transmissão da Band.
- Em resumo: Escalada militar ameaça o fluxo de petróleo e pressiona a moeda; relatório de emprego pode adiar corte de juros nos EUA.
Por que o câmbio reagiu tão rápido?
A tensão se concentra no Estreito de Ormuz, rota de 20% do petróleo mundial. Com 300 petroleiros parados e o Brent a US$ 88,85 (alta acima de 4% pela manhã), investidores correm para ativos considerados seguros. Segundo o Banco Central, cada 10 dólares de alta no barril costuma acrescentar até 0,3 ponto percentual na inflação brasileira.
Internamente, o temor é duplo: pressão sobre combustíveis e possível freio na queda da Selic, pois petróleo caro contamina preços ao consumidor.
“Se o bloqueio de Ormuz persistir, 3,3 milhões de barris diários podem sumir do mercado”, alertou relatório do J.P. Morgan.
Emprego nos EUA: o outro gatilho do dia
O payroll previsto para 17h30 (horário de Brasília, UTC-3) é decisivo. Pedidos de auxílio-desemprego já vieram em 213 mil, abaixo do consenso. Caso os números de hoje confirmem um mercado de trabalho aquecido, o Federal Reserve pode manter juros elevados por mais tempo, tornando os títulos americanos ainda mais atraentes que emergentes como o Brasil.
Historicamente, ciclos de aperto monetário nos EUA elevam o dólar em até 12% contra moedas latino-americanas, segundo série do Fed de St. Louis iniciada em 1980.

Efeito dominó em Petrobras e Ibovespa
Com o dólar avançando 2,97% na semana e o Ibovespa acumulando queda de 4,41%, a bolsa acompanha o mau humor global. O resultado trimestral da Petrobras, divulgado na véspera, entra no radar por causa da política de preços de combustíveis; qualquer mudança pode afetar tanto inflação quanto dividendos.
Além disso, a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro reacendeu receios de risco regulatório no sistema financeiro, tema sensível após a Operação Compliance Zero revelar suposto acesso indevido a bases da PF e da Interpol.
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Crédito da imagem: Divulgação
