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Mísseis no Golfo escancaram divisão no Brics ampliado
Teerã, Irã – A ofensiva coordenada de Estados Unidos e Israel contra o Irã, seguida de retaliações iranianas que atingiram aeroportos e refinarias nos países do Golfo, deixou à mostra a incapacidade do Brics + de produzir uma reação unificada, algo inédito desde a expansão que adicionou seis novos integrantes em 2025.
- Em resumo: Países fundadores condenam o ataque israelo-americano, enquanto novatos como Emirados e Índia criticam Teerã.
Por que o bloco se calou?
A presidência rotativa está nas mãos da Índia, aliada estratégica de Washington. Até agora, Nova Déli não convocou reunião de emergência nem redigiu nota conjunta, postura que contrasta com a rápida articulação registrada na guerra de 12 dias de 2025. Naquele episódio, os então nove membros assinaram em 24 horas um comunicado contra Tel Aviv, lembram dados da ONU citados por analistas.
Desta vez, declaracões públicas revelam três blocos: Brasil, Rússia e China condenam o ataque original; Emirados Árabes, Índia e Egito focam nas retaliações iranianas; África do Sul e Indonésia pedem calma, e Etiópia opta pelo silêncio.
“A autodefesa antecipada não é permitida pelo direito internacional”, frisou o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, evitando nomear os agressores.
Expansão criou atritos latentes
Quando o Brics saltou de cinco para dez membros, especialistas já alertavam que o grupo poderia perder coesão. Segundo o FMI, os países reunidos hoje respondem por 32% do PIB global, mas carregam interesses de segurança divergentes: Dubai teme cair na linha de fogo, enquanto Moscou depende de drones iranianos para a guerra na Ucrânia.

Para o ex-chanceler Celso Amorim, a adesão em massa “diluiria a voz brasileira”. A crise atual confirma o presságio: mesmo após duas notas do Itamaraty condenando primeiro Washington e depois Teerã, Brasília não conseguiu mobilizar consenso.
O que você acha? A ampliação do bloco comprometeu a voz única do Brics ou reflete apenas circunstâncias regionais? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / AP
