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sexta-feira, março 13, 2026

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Quase metade das jovens sofre barreiras no trabalho, mostra estudo

São Paulo – Relatos de interrupções, assédio e descrédito profissional continuam a marcar a rotina de mulheres com menos de 30 anos, aponta o relatório Women in the Workplace, da McKinsey & Company em parceria com a Lean In, divulgado recentemente.

  • Em resumo: 47% das profissionais jovens dizem ter perdido oportunidades por causa da idade.

Etarismo e microagressões em números

Entre as entrevistadas, 39% já foram cortadas no meio da fala e 37% afirmam ter vivenciado ao menos um episódio de assédio sexual na carreira. Para efeito de comparação, apenas 15% dos homens relataram perda de chances pelo mesmo motivo etário. Já o IBGE aponta que a taxa de desemprego entre mulheres de 18 a 29 anos é 3,2 pontos maior que a dos homens na mesma faixa.

Especialistas classificam esses episódios como microagressões – atitudes sutis que, somadas, corroem a confiança e afetam resultados.

“No início da minha carreira usei uma aliança falsa para ser respeitada. Os assédios ficaram mais sutis, mas não sumiram”, lembra a executiva Carolina Nucci.

Por que isso trava promoções e salários

O estudo descreve o “degrau quebrado”: a primeira promoção para liderança é concedida a 87 homens para cada 100 mulheres, mas cai para 73 quando se fala em profissionais abaixo de 30 anos. Esse gargalo explica a média de apenas 29% de participação feminina na alta administração.

Consequências financeiras também pesam. Segundo o IBGE, a diferença salarial chega a 22% em favor dos homens, mesmo em cargos equivalentes. A nova Lei 14.611/2023 determina igualdade de remuneração e prevê multas para empresas que descumprirem, mas sua fiscalização depende de denúncias formais.

Para a fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes, investir em capacitação contínua e construir redes de mentoria são estratégias para driblar o viés: “Demonstrar preparo e confiança muda a forma como você é percebida”. Já Dhafyni Mendes, do Todas Group, reforça o papel dos colegas: “Interromper falas machistas deve ser responsabilidade de todos”.

O que você acha? Barreiras etárias e de gênero ainda são subestimadas nas empresas? Para mais análises sobre carreira e mercado de trabalho, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / g1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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