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Escassez de bezerros faz ágio saltar e pressiona confinadores
Bálsamo (SP) – Após três anos de abate intenso de fêmeas, a oferta de bezerros entrou em colapso e já encarece em até 35% o custo de reposição nos confinamentos paulistas, ameaçando contratos com frigoríficos e a margem dos pecuaristas.
- Em resumo: criadores pagam ágio recorde e buscam bezerros fora do Estado para não quebrar a cadeia de produção.
Por que o preço disparou?
O mercado vive um efeito dominó: a retenção de matrizes para recompor o rebanho derrubou a oferta de animais jovens, enquanto a demanda segue firme. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o rebanho nacional encolheu 2,3% entre 2023 e 2025, o primeiro recuo desde 2016.
Com menos bezerros no mercado, confinamentos como o de Bálsamo, projetado para 5 mil cabeças, operam pouco acima da metade da capacidade. Para cumprir contratos, há produtor comprando animais em Minas e Mato Grosso, arcando com frete de até R$ 400 por cabeça.
Em algumas regiões, o ágio passou de 30% em 2025 para 35% neste ano.
Exportação recorde coloca lenha na fogueira
Além da escassez, a arroba do boi gordo gira perto de R$ 350 em São Paulo, sustentada por demanda interna aquecida e embarques externos. Somente em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, salto de 20% no volume e 40% no faturamento ante 2024, impulsionado por China e União Europeia.
Para driblar os custos, fazendas de cria reforçam suplementação e investem em genética Angus, favorecendo partos múltiplos e ganho de peso acelerado. Já os confinadores tentam entregar animais 10 kg mais pesados sem avançar na idade, evitando descontos na indústria.

Especialistas preveem que a restrição de oferta permanecerá até, pelo menos, o fim do primeiro semestre, mantendo o mercado “comprador” do bezerro e comprimindo a margem de engorda.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV TEM
