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Saída de Jacinda expõe fuga de 180 neozelandeses por dia
Sydney, Austrália – A mudança da ex-primeira-ministra Jacinda Ardern para o litoral norte de Sydney reacendeu o alerta sobre o maior “êxodo de cérebros” da Nova Zelândia em meio século, fenômeno que hoje afasta em média 180 cidadãos por dia do país insular.
- Em resumo: Ardern simboliza crise que combina salários abaixo da inflação, moradia cara e desemprego recorde.
Por que tantos kiwis atravessam o estreito?
Dados oficiais mostram que, em 2025, mais de 66 mil neozelandeses deixaram o país – metade deles rumo à Austrália, onde o salário médio é cerca de 20% superior, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Além da remuneração, o mercado australiano oferece acesso facilitado a visto de trabalho desde 1973, tornando o trajeto de 1.500 km quase um deslocamento doméstico para jovens profissionais.
“A decisão de Ardern será vista como um símbolo maior. Para alguns, parecerá deserção”, avalia Alan Gamlen, diretor do Centro de Migração da Universidade Nacional Australiana.
Economia estagnada e moradia inalcançável
Na Nova Zelândia, o custo de produtos básicos figura entre os mais altos do mundo desenvolvido, enquanto o índice de desemprego voltou ao patamar da pandemia. Aluguéis em Auckland subiram 43% na última década, de acordo com o Departamento de Estatísticas local.

O governo promete reaquecer a economia com incentivos à construção, mas parlamentares admitem um “profundo mal-estar” social. Especialistas, entretanto, lembram que parte desses expatriados retorna trazendo capital humano e redes internacionais que podem acelerar inovações domésticas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images
