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Petrobras lucra R$ 110 bi e tensão no Irã dispara dólar
São Paulo – O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (9) enquanto investidores pesam o lucro recorde da Petrobras e a escalada militar entre EUA, Israel e Irã, fatores que reacendem o temor de choque nos preços do petróleo e pressionam o câmbio logo no início da semana.
- Em resumo: Conflito no Oriente Médio e resultado de R$ 110,1 bi da Petrobras movimentam câmbio e bolsa.
Guerra e Petróleo: por que o câmbio sente primeiro
O sétimo dia de bombardeios contra infraestrutura iraniana elevou o Brent em 8,5%, cotado a US$ 92. Analistas do J.P. Morgan alertam que um bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz pode retirar 3,3 milhões de barris diários do mercado global. Com petróleo mais caro, moedas de países importadores, como o Brasil, tendem a se desvalorizar.
Esse efeito é potencializado, segundo dados do Banco Central, porque cerca de 16% da inflação doméstica está ligada a combustíveis e energia. Qualquer pressão adicional vira argumento para o Federal Reserve adiar cortes de juros, reforçando o fluxo de dólares para os Estados Unidos.
“À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã”, disse o almirante Brad Cooper, do Centcom.
Brasil em foco: Banco Master, payroll fraco e Ibovespa no vermelho
No noticiário local, a nova prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ecoa no mercado. A Operação Compliance Zero aponta que o banqueiro montou uma “milícia privada” para espionar adversários, envolvendo até servidores do Banco Central. O episódio amplia o ruído institucional num momento de cautela global.
Já nos Estados Unidos, o payroll mostrou fechamento de 92 mil vagas em fevereiro, sinalizando desaceleração econômica. Embora isso aumente a expectativa de corte de juros mais cedo, a incerteza mantém a aversão a risco. Resultado: o Ibovespa recua 4,41% no mês, contra avanço de 12% no ano.

Do lado corporativo, a Petrobras reportou lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, alta de 200% sobre 2024, impulsionada por produção recorde. As ações preferenciais reagiram com ganho de 3,74%, mas a volatilidade externa limitou o fôlego do índice.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
