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PM atira em perna de agressor surdo-mudo para salvar esposa
Juazeiro do Norte/CE – Na madrugada desta segunda-feira, um chamado de vizinhos por violência doméstica terminou com disparo de munição menos letal contra Robson da Silva Feitosa, 35. Parcialmente surdo e mudo, ele atacava a companheira – totalmente surda – quando avançou nos policiais empunhando uma garrafa de vidro quebrada.
- Em resumo: tentativa de agressão à esposa virou confronto; PM conteve o homem com tiro de elastômero na perna.
Como a PM reagiu ao risco iminente
De acordo com o Policiamento Ostensivo Geral, a equipe chegou ao bairro Monsenhor Murilo por volta das 2h. Ao tentar a prisão, os agentes foram ameaçados com o estilhaço de vidro. Diante do risco, um disparo de bala de borracha acertou a perna de Robson, neutralizando o ataque sem ferimentos graves.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, abordagens com munição não letal evitam letalidade policial em 18% dos confrontos semelhantes no país.
“Ele estava com a garrafa apontada para o pescoço da vítima e correu na direção da guarnição”, relatou o boletim.
Reincidência e garantias da Lei Maria da Penha
A vítima, auxiliada por uma amiga na Delegacia de Defesa da Mulher, solicitou medida protetiva. Não era a primeira vez: em 9 de abril de 2022, Robson já havia sido denunciado por agressões no bairro João Cabral.

O caso reflete estatísticas alarmantes. Somente em 2023, o Ligue 180 recebeu mais de 830 mil ligações relacionadas à violência contra a mulher. A Lei Maria da Penha (11.340/2006) prevê prisão em flagrante e medidas cautelares como o afastamento imediato do agressor.
O que você acha? Medidas protetivas bastam ou é preciso endurecer as penas para agressores reincidentes? Para acompanhar outras ocorrências e análises, visite nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação
