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Treta de Whoopi: críticas a Chalamet expõem elitismo na arte
Nova York – Durante a edição mais recente do programa “The View”, Whoopi Goldberg e a colega de bancada Sunny Hostin reprovaram publicamente declarações de Timothée Chalamet sobre balé e ópera, classificadas por elas como “ignorantes” e “desnecessárias”. A bronca, transmitida para milhões de telespectadores, fez o debate sobre elitismo nas artes ganhar fôlego nas redes sociais.
- Em resumo: Atrizes acusam Chalamet de menosprezar balé e ópera e levantam discussão sobre acesso cultural.
Por que a fala do ator incomodou tanto?
Segundo Whoopi, o astro de “Duna” teria comentado que “balé e ópera já não pertencem à cultura popular”, sugerindo que essas expressões seriam excessivamente elitistas. Hostin reforçou a crítica, lembrando que artistas dessas áreas foram fundamentais para a formação cultural norte-americana. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, no Brasil, apenas 8% da população frequenta espetáculos de dança ou ópera ao menos uma vez por ano, número que evidencia a barreira de acesso.
Para Goldberg, a fala do ator ignora justamente esse obstáculo social. Ela destacou que muitos bailarinos e cantores de ópera dependem de programas públicos de fomento e que frases como a de Chalamet “empurram a arte ainda mais para dentro de uma bolha”.
“Quando você diz que algo não é popular, você contribui para que continue não sendo popular”, disparou Whoopi ao vivo.
Impacto imediato nas redes e no setor cultural
Após o programa, hashtags em apoio ao balé e à ópera chegaram aos trending topics e grandes companhias, como o Metropolitan Opera, publicaram vídeos ressaltando a diversidade de seu público. Especialistas lembram que produções de ópera contam com orçamentos milionários, movimentando milhares de empregos indiretos.

A discussão reacende um tema recorrente: a necessidade de ampliar políticas de incentivo que barateiem ingressos e formem plateias. Nos EUA, programas como o “National Endowment for the Arts” já destinam perto de US$ 200 milhões anuais para democratizar espetáculos. No Brasil, leis como a Rouanet seguem alvo de cortes, mesmo com estudos do próprio Ministério da Cultura indicando retorno de R$ 1,59 para cada real investido.
O que você acha? Falas de celebridades ajudam ou atrapalham o acesso às artes clássicas? Para mais análises do universo pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
