Goldman, Citi e Morgan liberam fuga de Dubai após ataques
Dubai, Emirados Árabes Unidos – Sob a tensão dos recentes bombardeios no Golfo, alguns dos maiores bancos de Wall Street autorizaram seus times nos Emirados a abandonar o país ou a migrar imediatamente para o home office, medida que evidencia a gravidade do cenário de segurança e os possíveis reflexos para o setor financeiro global.
- Em resumo: Funcionários de Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup e McKinsey & Company já têm aval para deixar Dubai sem perda de remuneração.
Por que a decisão é tão incomum?
A região havia se consolidado como porto seguro para operações no Oriente Médio, África e parte da Ásia, mas a ameaça militar mudou a equação. Segundo um levantamento da Febraban, 7 em cada 10 instituições financeiras consideram o risco geopolítico determinante na escolha de hubs internacionais.
Assim, permitir a saída em massa de talentos – mesmo sem ajuda financeira adicional – é sinal de que a prioridade, agora, é a integridade física das equipes.
“A adesão ainda é limitada, mas oferecemos total flexibilidade a quem se sentir inseguro”, disse à Bloomberg uma fonte do Goldman Sachs.
Questões fiscais e regulatórias entram no radar
Mudar de país, mesmo temporariamente, pode acionar tributação dupla e exigir nova licença perante reguladores, alertam especialistas em mobilidade corporativa. O próprio Ministério das Finanças local prevê até 183 dias de tolerância fiscal para expatriados que se ausentem do território.

Não por acaso, parte dos profissionais hesita em acionar o benefício. Ainda assim, a consultoria McKinsey & Company chegou a fretar um voo para a Turquia, reforçando que a lógica de “presença obrigatória” no escritório está perdendo força em cenários de risco extremo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
