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Senado libera 17,8 mil vagas e custo bilionário de R$ 5,3 bi
Brasília/DF – Em votação concluída na terça-feira (10), o Senado aprovou o projeto que abre 17,8 mil novos cargos no Poder Executivo, reajusta salários estratégicos e adiciona R$ 5,3 bilhões à folha federal já em 2026.
- Em resumo: 270 mil servidores terão carreira reestruturada ou salário maior.
Por que o impacto preocupa o cofre público
O valor de R$ 5,3 bilhões, confirmado pelo Ministério da Gestão e Inovação (MGI), equivale a quase dois anos de orçamento do Bolsa-Família para o Ceará. Segundo o Atlas do Estado Brasileiro do Ipea, a União emprega cerca de 600 mil civis ativos; com a nova lei, esse contingente pode crescer 3% em um único ciclo orçamentário.
Especialistas em contas públicas alertam que, num cenário de meta fiscal zero, cada bilhão extra pressiona as despesas obrigatórias e reduz a margem para investimentos em saúde e infraestrutura.
“É a maior expansão de quadros desde 2014 e envolve áreas sensíveis, como Receita Federal e Educação”, destacou o relator Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Quem ganha com as mudanças
A proposta cria a carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE), unificando funções de nível superior espalhadas por ministérios diferentes. Médicos, médicos-veterinários e auditores fiscais do Trabalho receberão reajustes e gratificações específicas, enquanto servidores da Cultura migrarão para planos mais claros de progressão.

No Ministério da Educação, a expectativa é acelerar concursos ainda em 2024 para suprir demanda reprimida em institutos e universidades federais. Já na Receita Federal, o reforço promete reduzir o gargalo de 30% no quadro de auditores apontado em relatório interno da pasta.
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