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quarta-feira, março 11, 2026

Brent dispara 5% e G7 cogita liberar estoque recorde de petróleo

Brent dispara 5% e G7 cogita liberar estoque recorde de petróleo

LONDRES – Em plena manhã desta quarta-feira (11), a escalada da guerra no Oriente Médio voltou a empurrar o preço do barril para cima e, em sentido inverso, puxou as principais Bolsas mundiais para terreno negativo.

  • Em resumo: Brent sobe 5,05% a US$ 92,23; G7 discute liberar reservas estratégicas acima do recorde de 2022.

Por que o barril voltou a subir tão rápido?

Os operadores reagiram a novos ataques a navios no Estreito de Hormuz, corredor por onde passa 20% da oferta global. Às 9h40 (Brasília), o West Texas Intermediate (WTI) avançava 5,91%, a US$ 88,38, enquanto o Brent ganhava fôlego semelhante.

A tensão empurrou Paris (-0,63%), Frankfurt (-1,15%) e Hong Kong (-0,2%) para o vermelho. Tóquio destoou, fechando em alta de 1,4%, uma busca por barganhas após as quedas recentes, segundo analistas.

“Os acontecimentos ligados ao conflito no Irã são acelerados e quase impossíveis de prever”, alertou Andreas Lipkow, da CMC Market.

No câmbio, o dólar manteve estabilidade, segundo dados do Banco Central, sinal de que, por ora, a demanda por segurança se concentra mais no petróleo do que na moeda americana.

Reserva recorde na mesa: a cartada dos países ricos

A Agência Internacional de Energia (AIE) estuda injetar no mercado volume superior aos 182 milhões de barris liberados em 2022 – o maior da história recente. O G7, que soma cerca de 45% do PIB mundial, reforçou em comunicado que está “disposto a adotar todas as medidas necessárias”. Hoje, seus membros guardam 1,2 bilhão de barris em estoques públicos e outros 600 milhões em reservas industriais.

Mesmo se a liberação atingir 200 milhões de barris, o alívio seria temporário: o planeta consome perto de 100 milhões de barris por dia. Especialistas lembram que, em 2008, quando o Brent tocou US$ 147, medidas similares ajudaram, mas não impediram a escalada curta da inflação global.

Para países emergentes, como o Brasil, o impacto é duplo. De um lado, a Petrobras amplia geração de caixa; de outro, a pressão recai sobre a política de preços e sobre a inflação, que já sente os efeitos do diesel mais caro no frete e nos alimentos.

O que você acha? A liberação de reservas será suficiente para segurar o valor dos combustíveis nos próximos meses? Para aprofundar o tema, acesse nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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