- Ameaça de estupro: cunhado de 55 anos é preso em Quixadá
- Rajadas de raios pintam céu sobre igreja histórica no Ceará
- Giordanna Mano lidera PRD–Solidariedade e mira Câmara em 2026
- Mutirão do Decon leva renegociação de dívidas a Quixadá nesta sexta
- Empresário tira colete salva-vidas e desaparece em lagoa no CE
Brent dispara 5% e G7 cogita liberar estoque recorde de petróleo
LONDRES – Em plena manhã desta quarta-feira (11), a escalada da guerra no Oriente Médio voltou a empurrar o preço do barril para cima e, em sentido inverso, puxou as principais Bolsas mundiais para terreno negativo.
- Em resumo: Brent sobe 5,05% a US$ 92,23; G7 discute liberar reservas estratégicas acima do recorde de 2022.
Por que o barril voltou a subir tão rápido?
Os operadores reagiram a novos ataques a navios no Estreito de Hormuz, corredor por onde passa 20% da oferta global. Às 9h40 (Brasília), o West Texas Intermediate (WTI) avançava 5,91%, a US$ 88,38, enquanto o Brent ganhava fôlego semelhante.
A tensão empurrou Paris (-0,63%), Frankfurt (-1,15%) e Hong Kong (-0,2%) para o vermelho. Tóquio destoou, fechando em alta de 1,4%, uma busca por barganhas após as quedas recentes, segundo analistas.
“Os acontecimentos ligados ao conflito no Irã são acelerados e quase impossíveis de prever”, alertou Andreas Lipkow, da CMC Market.
No câmbio, o dólar manteve estabilidade, segundo dados do Banco Central, sinal de que, por ora, a demanda por segurança se concentra mais no petróleo do que na moeda americana.
Reserva recorde na mesa: a cartada dos países ricos
A Agência Internacional de Energia (AIE) estuda injetar no mercado volume superior aos 182 milhões de barris liberados em 2022 – o maior da história recente. O G7, que soma cerca de 45% do PIB mundial, reforçou em comunicado que está “disposto a adotar todas as medidas necessárias”. Hoje, seus membros guardam 1,2 bilhão de barris em estoques públicos e outros 600 milhões em reservas industriais.

Mesmo se a liberação atingir 200 milhões de barris, o alívio seria temporário: o planeta consome perto de 100 milhões de barris por dia. Especialistas lembram que, em 2008, quando o Brent tocou US$ 147, medidas similares ajudaram, mas não impediram a escalada curta da inflação global.
Para países emergentes, como o Brasil, o impacto é duplo. De um lado, a Petrobras amplia geração de caixa; de outro, a pressão recai sobre a política de preços e sobre a inflação, que já sente os efeitos do diesel mais caro no frete e nos alimentos.
O que você acha? A liberação de reservas será suficiente para segurar o valor dos combustíveis nos próximos meses? Para aprofundar o tema, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
