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Fim da escala 6×1 pode cortar 600 mil vagas, alerta Fiesp
SÃO PAULO – Um estudo apresentado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) acendeu o sinal vermelho na indústria: a proposta que reduz a jornada de 44 h para 36 h semanais e elimina a escala 6×1 pode derrubar o PIB e provocar demissões em massa, segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
- Em resumo: Fiesp estima até 600 mil postos de trabalho em risco caso o Congresso aprove o projeto.
Por que a escala 6×1 é crucial para alguns setores
Skaf lembrou que serviços essenciais – como saúde, transporte e varejo – dependem de plantões contínuos. “Há segmentos que necessitam do modelo 6×1 e nos quais esse formato de trabalho se encaixa”, ressaltou, citando diferenças operacionais entre hospitais, fábricas e supermercados. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE mostram que o desemprego recuou para 7,4% no fim de 2023, mas qualquer choque na carga horária pode inverter essa tendência.
Pela simulação da Fiep, a migração para turnos extras exigiria novas contratações ou pagamento de horas extras, pressionando custos já impactados por inflação de 4,5% ao ano.
“É um erro a interferência governamental em algo que poderá atrapalhar os setores e o trabalhador”, disse Paulo Skaf ao Conexão GloboNews.
Impacto econômico e risco de informalidade
O levantamento, feito em parceria com a Tendências Consultoria, projeta perda de 0,5 ponto percentual no PIB e até 600 mil cortes de vagas formais. Hoje, 37,5% da força de trabalho (38,5 milhões de brasileiros) já atuam na informalidade, percentual que pode subir se as empresas buscarem saídas fora da CLT.

Especialistas lembram que, após a reforma trabalhista de 2017, o país adotou a lógica da negociação direta entre patrões e empregados. A eventual mudança de jornada iria na contramão, restringindo acordos setoriais e elevando custos justamente quando a demanda interna mostra sinais de arrefecimento.
O que você acha? A redução da jornada compensa o risco de mais desemprego? Para mais análises sobre mercado de trabalho, acesse nossa editoria de Empregos.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Gazeta
