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Diesel dispara 13% e pressiona frete com guerra no Oriente
Brasília (DF) – O preço do diesel subiu até 13,17% na primeira semana de março, reflexo imediato da escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, segundo levantamento da Edenred Mobilidade em 21 mil postos.
- Em resumo: diesel S-10 já beira R$ 7,22 no Nordeste, mesmo sem reajuste da Petrobras.
Por que a bomba pesou tão rápido?
Especialistas apontam que o corte no fluxo do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio mundial de petróleo, fez o barril encostar em US$ 120 na segunda-feira (9). O movimento contaminou as bombas brasileiras antes mesmo de qualquer anúncio da estatal. Dados consolidados pelo Banco Central mostram que o diesel responde por cerca de 60% do custo do transporte rodoviário, modal que leva 65% de tudo o que circula no país.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP), porém, ainda registra alta mais modesta: 0,98% para o S-10, a R$ 6,15. A diferença sugere que parte dos postos se antecipou a uma possível falta de produto.
“Quando o petróleo dispara, o diesel sente primeiro. Qualquer centavo repassado ao frete chega na prateleira do consumidor em questão de dias”, alerta Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Mobilidade.
Frete caro, inflação à vista?
Com o litro 70 centavos mais alto em apenas sete dias, transportadoras já refazem planilhas. A Associação Brasileira de Logística estima que um repasse de 10% no diesel pode inflar o frete em até 6%, suficiente para pressionar alimentos e e-commerce. Em 2022, situação semelhante adicionou 0,35 ponto ao IPCA.

A Secretaria Nacional do Consumidor acionou o Cade para apurar possíveis aumentos abusivos, já que não houve reajuste oficial nas refinarias. Paralelamente, a Agência Internacional de Energia liberou 400 milhões de barris de reservas estratégicas, recorde histórico que pode segurar o barril abaixo de US$ 100 nas próximas semanas.
O que você acha? O consumidor deve se preparar para novos aumentos no supermercado? Para acompanhar a cobertura completa sobre preços e combustíveis, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
