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Diesel encarece 7% e pressiona frete: entenda cálculo
BRASÍLIA – Em meio à disparada de mais de 7% no preço do diesel na primeira semana de março, o governo federal corre para conter a alta que ameaça encarecer o frete e, em cadeia, toda a inflação brasileira.
- Em resumo: redução de impostos e subsídio de R$ 0,32 tentam neutralizar choque causado pelo petróleo perto de US$ 100.
Como o valor chega à bomba tão rápido?
Quase metade do preço do diesel (45,5%) remunera as refinarias, mas impostos estaduais (19%), distribuição (17,2%) e biodiesel (13%) completam a conta. Segundo dados do Banco Central, cada 1% de alta no combustível pode adicionar até 0,05 ponto percentual ao IPCA, tamanho o peso do transporte de cargas na formação de preços.
A pressão atual vem do conflito no Oriente Médio, que elevou o Brent a quase US$ 120 e fechou rotas estratégicas no Estreito de Ormuz, por onde trafega um quinto do petróleo mundial.
“Valores acima de US$ 90 ou US$ 100 pioram o desempenho, porque o impacto inflacionário acaba superando os benefícios da balança comercial”, alertou o estrategista da XP, Rafael Figueiredo.
Medidas oficiais aliviam ou empurram a conta?
Para conter o choque, o Planalto zerou PIS/Cofins, criou imposto extra para exportadores de petróleo e bancará um subsídio temporário também de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores. A intenção é blindar o consumidor do repasse imediato, mas especialistas lembram que a eficácia depende do rigor na fiscalização dos postos.

Historicamente, o diesel responde por cerca de 60% do custo do transporte rodoviário, mostram dados da Associação Brasileira dos Caminhoneiros. Se o alívio fiscal falhar, cada centavo a mais pode ser sentido nas prateleiras dos supermercados em poucas semanas.
O que você acha? Medidas provisórias são suficientes para segurar o bolso ou apenas adiam o impacto? Para acompanhar outras análises sobre preços e economia, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP
