Banimento de redes falha: 20% de menores driblam lei na Austrália
Sydney, Austrália – Dois meses depois de o país barrar usuários com menos de 16 anos, um em cada cinco adolescentes ainda acessa TikTok e Snapchat, segundo a empresa de controle parental Qustodio. O dado expõe brechas na verificação de idade e pressiona o governo a reforçar a fiscalização que prevê multa de até US$ 35 milhões para as plataformas.
- Em resumo: 21% dos jovens de 13 a 15 anos seguem nas redes, apesar da proibição.
Como os adolescentes burlam as barreiras
Relatório entregue à Reuters mostra que, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o uso caiu, mas não zerou. Muitos jovens criam contas com datas de nascimento falsas ou recorrem a VPNs, técnica que complica o rastreio automático exigido pelo eSafety Commissioner.
Pesquisadores da Universidade de Sydney apontam que 87% dos entrevistados “sabem alguma forma” de contornar filtros de idade, prática semelhante à observada no Reino Unido após regras de 2023.
“Entre as crianças cujos pais não bloquearam o acesso, um número significativo continua a usar plataformas restritas”, registra o relatório da Qustodio.
Por que o controle ainda não funciona?
Especialistas lembram que a lei australiana exige apenas autodeclaração de idade ou upload de documento, algo considerado insuficiente pela UNICEF, que recomenda biometria ou checagem cruzada de dados públicos.

O debate ganhou tração global: Utah e Flórida, nos EUA, analisam medidas semelhantes, enquanto a União Europeia discute ampliar as multas para até 6% do faturamento das empresas. Segundo a consultoria Statista, TikTok soma 1,6 bilhão de usuários ativos, dos quais 25% têm entre 10 e 19 anos – um mercado difícil de abandonar.
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