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Hostilidade a Miss Bumbum no Maracanã escancara machismo
Rio de Janeiro – A modelo Kerolay Chaves, 24, atual Miss Bumbum, afirma ter sido alvo de xingamentos e olhares agressivos no Estádio do Maracanã após entrar vestindo um microvestido durante um jogo recente, levantando nova discussão sobre o tratamento dado às mulheres em arenas esportivas.
- Em resumo: Miss Bumbum diz ter sido insultada por torcedores por causa da roupa enquanto assistia à partida.
O que aconteceu no setor de arquibancada
Kerolay relatou que os ataques começaram nos corredores de acesso e se intensificaram quando ela se sentou. Homens teriam gritado comentários ofensivos, e algumas mulheres teriam aderido às críticas, segundo o depoimento dela nas redes sociais. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que 1 em cada 4 brasileiras já sofreu assédio em locais de grande aglomeração, cenário que se agrava em ambientes tradicionalmente masculinos, como estádios.
Com receio de escalada da hostilidade, a modelo disse ter deixado o local antes do apito final. Ela não registrou boletim de ocorrência, mas afirmou “não descartar” medidas legais.
“Sempre existe alguém pronto para julgar”, disse Kerolay Chaves ao narrar a experiência.
Machismo nas arquibancadas: problema antigo
O caso expõe um ponto cego do futebol brasileiro: segundo levantamento do IBOPE/REPUCOM, apenas 17% do público médio em partidas da Série A em 2023 era feminino. A Confederação Brasileira de Futebol lançou em 2019 um protocolo contra assédio, mas a aplicação depende dos clubes e, muitas vezes, da própria vítima formalizar queixa.

Especialistas lembram que o assédio verbal configura violência psicológica, prevista na Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), que também se aplica a espaços públicos. Se denunciado, o agressor pode responder por injúria ou importunação sexual, com penas que variam de multa a reclusão.
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Crédito da imagem: Divulgação
