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Luto: Valéria Baracat e 20 anos que mudaram luta contra o câncer
SÃO PAULO – A jornalista e relações-públicas Valéria Baracat morreu recentemente, aos 59 anos, após duas décadas mobilizando governo, médicos e sociedade pela dignidade da mulher com câncer de mama.
- Em resumo: criadora do Instituto Arte de Viver Bem, ela transformou a própria dor em redes de apoio que influenciaram políticas públicas.
Do diagnóstico ao ativismo que virou referência
A descoberta do tumor, em 2002, levou Valéria a mapear lacunas no atendimento oncológico feminino. Seis anos depois, nascia o Instituto Arte de Viver Bem, responsável por mais de 50 mil atendimentos gratuitos, de próteses a oficinas de autoestima, segundo dados da entidade.
O impacto do trabalho foi reconhecido em projetos de lei que garantem, por exemplo, início de tratamento em até 60 dias na rede pública – norma inspirada em pautas defendidas por ela e sancionada em 2012.
“Foram duas décadas dedicadas a promover dignidade e autoestima às mulheres que lutam contra o câncer”, ressalta nota oficial do Instituto Arte de Viver Bem.
Números que explicam a urgência da causa
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 73 610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil até 2025, reforçando a atualidade da mobilização capitaneada por Valéria.

Especialistas lembram que cada mês de atraso no tratamento eleva em até 10 % o risco de mortalidade. Nesse cenário, as Casas de Apoio criadas pela jornalista em São Paulo e no interior tornaram-se modelo para outras ONGs, ao oferecer hospedagem e transporte a pacientes de baixa renda.
O que você acha? O legado de Valéria inspira novas políticas de saúde ou ainda faltam avanços para as mulheres? Para acompanhar outras trajetórias que marcam a cultura pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
