- Ex-secretário condenado por tortura é executado a tiros no CE
- Só 9 trechos liberados: Semace atualiza balneabilidade em Fortaleza
- BNB rompe com fornecedora investigada pela PF e congela transações
- Pneu estoura, carreta acerta 2 ônibus e interdita BR-222
- Recorde de 95 formandos marca colação ao ar livre da UFC Quixadá
China devolve cargas e trava exportação de soja brasileira
Campinas/SP – Cepea/Esalq/USP – Uma análise divulgada em 13 de março apontou que remessas de soja despachadas aos portos brasileiros foram devolvidas após Pequim endurecer protocolos fitossanitários, criando um efeito dominó que pode mexer no bolso de produtores e consumidores.
- Em resumo: Parte da soja já embarcada voltou ao Brasil, forçando tradings a priorizar o mercado interno.
Por que Pequim apertou o cerco?
Segundo o Cepea, a China exige agora laudos mais detalhados sobre pragas quarentenárias e resíduos químicos. A Ministério da Agricultura confirma que segue as normas impostas pelos importadores, mas admite “monitoramento permanente” do novo protocolo.
A medida levou a Cargill, maior exportadora nacional, a suspender temporariamente seus embarques, como revelou Paulo Sousa, presidente da companhia no Brasil. Outras tradings preferiram silêncio — sinal de que a incerteza é generalizada.
“Esse cenário fez com que cargas destinadas à exportação fossem devolvidas nos últimos dias”, relatou o Cepea.
Impacto imediato: preços sobem e logística encarece
Mesmo com o recuo nos volumes enviados, os indicadores Cepea de 5 a 12 de março subiram 0,9% (Paraná) e 1% (Paranaguá). A sustentação veio da valorização internacional: o grão fechou a semana acima de US$ 12,40/bushel em Chicago.
Dados da USDA mostram que a China responde por cerca de 60% das compras externas de soja do planeta. No Brasil, 7 de cada 10 sacas vendidas ao exterior têm destino chinês. Qualquer trava em Xangai repercute imediatamente no frete rodoviário, nos prêmios de porto e até no custo do farelo usado por suinocultores e avicultores.

Analistas alertam que, se o impasse persistir, pode haver “efeito funil” nos armazéns em plena colheita, elevando as despesas de estocagem e comprimindo margens de produtores médios — cenário semelhante ao de 2018, quando greves e auditorias fitossanitárias atrasaram 2 milhões de toneladas.
O que você acha? A China vai manter o cerco ou o Brasil conseguirá ajustar rapidamente seus laudos? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Seagro-Governo do Tocantins
