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Vídeo de deputado dispara onda de ameaças a jornalistas
Brasília/DF – ABERT exigiu providências imediatas, na última sexta-feira (13), depois que repórteres foram hostilizados na porta do Hospital DF Star e passaram a receber ameaças virtuais por terem coberto a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Em resumo: postagem de Mario Frias expôs dados pessoais de jornalistas e detonou centenas de mensagens ofensivas.
Como as agressões começaram
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) gravou e divulgou um vídeo afirmando que os profissionais “desejavam a morte” de Bolsonaro. Em relatórios do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, condutas de intimidação on-line são classificadas como crime de ameaça — passível de até seis meses de detenção, segundo o art. 147 do Código Penal.
Minutos após a publicação, perfis passaram a enviar insultos e a divulgar telefones e endereços dos repórteres. Prints dos comentários foram anexados a boletins de ocorrência na Polícia Civil do DF.
“Nada justifica tamanha violência contra profissionais da imprensa”, registrou a nota oficial da ABERT.
Liberdade de imprensa sob pressão
A associação lembra que, desde 1962, defende 3,2 mil emissoras de rádio e TV. Só em 2023, o 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou alta de 22 % nos crimes de ameaça em ambientes digitais, refletindo o ambiente de risco para a categoria.

Especialistas apontam que a reincidência de ataques pode levar o Brasil a posições ainda piores no Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa da Repórteres sem Fronteiras. Projetos de lei que agravam penas para crimes contra jornalistas, como o PL 2.060/2022, seguem parados no Congresso.
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Crédito da imagem: Divulgação
