- Bolsonaro na UTI: broncopneumonia agrava pena de 27 anos
- Justiça quebra sigilo de Vitória Barreto após sumiço misterioso
- Selo Prata do MEC expõe gestão anterior e pressiona Caucaia
- Ex-secretário condenado por tortura é executado a tiros no CE
- Só 9 trechos liberados: Semace atualiza balneabilidade em Fortaleza
BB recusa ao TCU federalizar BRB após bloqueio de R$ 376 mi
Brasília/DF – Em ofício encaminhado nesta semana, o Banco do Brasil informou ao Tribunal de Contas da União que não conduziu nem pretende abrir qualquer estudo para assumir o controle do Banco de Brasília (BRB), afastando rumores de federalização em meio ao bloqueio judicial de R$ 376,4 milhões ligado ao caso Master.
- Em resumo: BB diz não haver grupos de trabalho ou notas técnicas sobre compra do BRB, apesar da pressão por socorro financeiro.
Por que o TCU entrou no caso
O ministro Bruno Dantas deu 15 dias para que BB, Caixa, BNDES e Ministério da Fazenda revelassem possíveis tratativas sobre a instituição candanga. A iniciativa partiu de pedido do Ministério Público junto ao TCU, que teme impactos bilionários nos cofres federais. Segundo o Banco Central, bancarizações desse porte costumam exigir injeções robustas de capital e rigor na governança.
Na resposta, o Banco do Brasil foi taxativo: nenhuma deliberação interna, nota técnica ou modelagem de aquisição existe em seus arquivos.
“A medida se justifica pela materialidade potencial elevada e pelo risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal”, escreveu Bruno Dantas.
Rumores, prejuízos e impacto para o DF
O BRB tenta recompor patrimônio abalado por operações malsucedidas com o Banco Master, alvo da operação Compliance Zero da PF em 2025. O bloqueio recente de R$ 376,4 mi em ações da instituição acendeu o alerta sobre a capacidade de solvência do banco distrital.

Atualmente, apenas três bancos estaduais resistem no país. Em casos anteriores de intervenção, como o Banestado nos anos 1990, o Tesouro precisou cobrir rombos que ultrapassaram R$ 8 bilhões em valores atualizados. Especialistas lembram que qualquer socorro ao BRB poderia pressionar o limite de endividamento do DF e exigir contrapartidas federais.
O que você acha? Dinheiro público deve ser usado para salvar bancos estaduais? Para acompanhar outras análises de mercado, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
