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sábado, março 14, 2026

Condomínio não pode vetar carregador, mas custo chega a R$12 mil

Condomínio não pode vetar carregador, mas custo chega a R$12 mil

SÃO PAULO (SP) – Entrou em vigor a lei que proíbe síndicos e assembleias de recusarem, sem base técnica, a instalação de carregadores para carros elétricos nas garagens dos prédios paulistas; a novidade, porém, traz uma conta salgada para o bolso de quem pretende aderir.

  • Em resumo: morador ganha direito legal, mas pode gastar de R$ 5 mil a R$ 12 mil só com cabeamento.

Quanto custa adequar a garagem

O caminho até a tomada não é curto. Especialistas calculam que apenas puxar os cabos pelo edifício custa entre R$ 5 mil (5 m) e R$ 12 mil (100 m). Antes disso, o condomínio deve bancar uma análise de carga de sete dias, orçada de R$ 3 mil a R$ 15 mil, para aferir se a rede aguenta novos pontos de recarga. Caso seja necessário atravessar lajes, o chamado “furo técnico” dobra a despesa, pois exige laudo de engenheiro.

Edifícios mais antigos podem precisar de troca completa da fiação interna e até do transformador da rua, elevando a conta para além de R$ 500 mil, segundo empresas do setor. Para driblar esses montantes, algumas administradoras propõem criar infraestrutura comum e deixar o plugue final a cargo de cada condômino.

“Existem prédios que não comportam instaladores individuais. Aí a solução é ter vagas de uso comum”, explica Raquel Bueno, da Lello Condomínios.

Por que o assunto é urgente

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) projeta que a frota nacional de eletrificados supere 300 mil unidades até o fim de 2024. Já um estudo do Boston Consulting Group estima participação de 65% desses modelos nas vendas de 0 km em 2035. Com mais carros plug-in nas ruas, a demanda por infraestrutura residencial dispara.

Embora a lei estadual garanta o direito, o morador ainda deve seguir normas da ABNT e diretrizes do Corpo de Bombeiros. Caso as exigências não sejam atendidas, o Auto de Vistoria (AVCB) pode ser negado. Dados do IBGE reforçam a tendência: a eletricidade já responde por parcela crescente do consumo energético domiciliar, pressionando a modernização da rede predial.

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Crédito da imagem: Divulgação / EPTV

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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