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4 indicações ao Oscar: Moura diz que filme ‘exporta’ Brasil
Londres – A poucos dias da cerimônia do Oscar, Wagner Moura afirma que o suspense “Agente Secreto”, rodado em Recife e indicado em quatro categorias, virou vitrine mundial da cultura brasileira.
- Em resumo: Ator celebra o interesse estrangeiro por temas como ditadura e folclore após exibições internacionais.
Por que o mundo se rendeu ao thriller pernambucano
Gravado inteiramente na capital pernambucana, o longa de Kleber Mendonça Filho exibe ruas históricas, contrastes sociais e lendas populares – combinação que, segundo Moura, despertou curiosidade em plateias de três continentes. Dados da Agência Nacional do Cinema indicam que produções regionais respondem por 27 % dos ingressos nacionais, mas raramente atravessam fronteiras.
Com transmissão confirmada pela Globo, a equipe embarcou numa maratona de entrevistas em Londres, Paris e Los Angeles. Críticos estrangeiros apontam a fotografia “quente” de Recife e o roteiro politizado como diferenciais num ano dominado por blockbusters de estúdios norte-americanos.
“Tem sido muito bonito ver as pessoas falando do Brasil a partir desse filme, desde o que era a ditadura militar até a perna cabeluda”, comemorou Wagner Moura.
Cinema como cartão-postal cultural
“Agente Secreto” pode repetir feitos raros para o país. Desde 1960, apenas sete longas brasileiros chegaram à fase final do Oscar de Filme Estrangeiro – o último foi “Central do Brasil”, há 26 anos. Se vencer qualquer categoria no próximo domingo (15), o thriller entrará para uma estatística de menos de 2 % de premiados fora do eixo EUA-Europa, de acordo com a própria Academia.

Especialistas lembram que cada dólar investido em audiovisual gera R$ 1,55 no PIB, segundo levantamento da Firjan. Para Mendonça Filho, esse retorno vai além da economia: “É essencial que o país se reconheça nas telas e seja reconhecido lá fora”.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
