- Míssil invade Zona Verde e atinge heliporto da embaixada dos EUA
- Camilo Santana anuncia saída do MEC para turbinar reeleição de Elmano
- Carreta arranca braço de motociclista na CE-265 e motorista foge
- Crato: pai e filho baleados; suspeito morre em confronto com PM
- Virada na janela: Apóstolo Luiz Henrique troca PSD por MDB
Esposa de Kleber Mendonça deixou França para conquistar o Oscar
Recife/PE – Radicada no Brasil há duas décadas, a produtora francesa Emilie Lesclaux volta a chamar atenção internacional ao integrar a equipe de “Retratos Fantasmas”, documentário que manteve o país no radar da Academia de Hollywood.
- Em resumo: Francesa aportou no Recife em 2002, produziu sucessos como “Aquarius” e “Bacurau” e agora disputa espaço na temporada do Oscar.
Da Sorbonne às ladeiras de Olinda: a virada de rota
A história de Emilie começou em Paris, onde cursou Comunicação. Mas foi em 1996, no Festival de Curtas de Clermont-Ferrand, que ela conheceu o então crítico pernambucano Kleber Mendonça Filho. Seis anos depois, desembarcou no Nordeste e nunca mais voltou a morar na Europa.
Em parceria com o cineasta, fundou a Símio Filmes e assinou a produção de títulos que rodaram o mundo. “Aquarius” (2016) e “Bacurau” (2019) somaram 73 prêmios internacionais, segundo a Academy of Motion Picture Arts and Sciences.
“Cheguei para ficar seis meses; passaram-se 20 anos e vários filmes”, costuma lembrar Emilie em entrevistas.
Impacto para o Brasil no tapete vermelho
Embora “Retratos Fantasmas” não tenha avançado para a etapa final de indicados, o longa liderou a lista de 12 documentários mais comentados pela imprensa especializada, segundo monitoramento da consultoria Screen Score. A projeção mantém o Brasil em evidência depois de um hiato: o país não disputa a categoria principal desde 1999, quando “Central do Brasil” concorreu como Melhor Filme Estrangeiro.

Dados do Observatório do Cinema indicam que, de 1945 a 2023, apenas cinco produções nacionais alcançaram a short-list do Oscar. A presença contínua de Emilie e Kleber em festivais de peso (Cannes, Toronto e Nova York) ajuda a reverter essa estatística e fortalecer a chamada “geração Recife” dentro do audiovisual brasileiro.
O que você acha? A trajetória de Emilie Lesclaux prova que colaborações internacionais são o caminho para novas indicações brasileiras? Para acompanhar outras histórias do mundo pop e do cinema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
