- Ourives desarma assaltante fardado em loja de ouro no CE
- Diesel dispara R$0,36 em Fortaleza antes do reajuste da Petrobras
- Dívidas de luz e água zeradas? PROCON de Quixadá mobiliza mutirão
- Prejuízo em série: dupla some após conta de R$ 200 em restaurante
- R$ 200 mil e jatos de Safadão: PF liga deputado a suposta propina
‘O Agente Secreto’ concorre a 4 Oscars e mobiliza fãs no Recife
RECIFE (PE) – A poucos dias da cerimônia do Oscar 2026, o longa “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, transformou ruas, cinemas e blocos carnavalescos da capital pernambucana em pontos de torcida pela inédita conquista de quatro estatuetas para o Brasil.
- Em resumo: produção disputa Melhor Filme, Filme Internacional, Ator (Wagner Moura) e Direção de Elenco, repetindo clima de “final de Copa” no Recife.
Da euforia local à disputa global
Ingressos esgotados no histórico Cinema São Luiz, telões na Rua da Aurora e frevo ao vivo na sede da Pitombeira dos Quatro Cantos criam a atmosfera de grande evento esportivo. A mobilização repete o fenômeno de 2025, quando “Ainda Estou Aqui” levou o primeiro Oscar brasileiro. Agora, críticos veem a nova produção como a mais forte representante do país desde então.
Dados da Academy of Motion Picture Arts and Sciences mostram que apenas seis filmes latino-americanos alcançaram quatro ou mais indicações na história da premiação, reforçando o feito de Mendonça Filho.
“Isso diz muito sobre a força de ‘O Agente Secreto’, que merecia ainda mais indicações, especialmente para direção”, avalia a crítica Caryn James, da BBC.
Quais são as chances reais em cada categoria?
Os especialistas apontam a categoria de Melhor Filme Internacional como a rota mais provável para a vitória. O principal rival é o elogiado drama norueguês “Valor Sentimental”, favorito nas bolsas de apostas, mas sem a mesma campanha popular que impulsiona o título brasileiro.
No páreo de Melhor Ator, Wagner Moura chega credenciado pelo Globo de Ouro, enquanto Michael B. Jordan ganhou terreno após o SAG Awards. Historicamente, apenas 20% dos vencedores do SAG perdem o Oscar, o que torna a disputa aberta.
Já a indicação inédita de Gabriel Domingues em Direção de Elenco é considerada simbólica, pois Hollywood domina a nova categoria. Desde 1990, nenhum país venceu dois anos seguidos o prêmio de Filme Internacional, o que agrega peso extra caso o Brasil consiga o “bi”.

Por que a trama local vira linguagem universal
O filme mistura thriller político, terror e lendas como a “Perna Cabeluda” sem diluir referências regionais. Para a crítica Flávia Guerra, justamente a autenticidade nordestina converte a história em algo universal: “Quanto mais local você é, mais universal se torna”.
Além de programação extensa nos cinemas, o impacto econômico também chama atenção: a Pitombeira vendeu mais de 30 mil camisas após aparecer no filme, e a rede hoteleira da Região Metropolitana registrou aumento de 12% na ocupação no fim de semana do Oscar, segundo a ABIH-PE.
O que você acha? O Brasil repete o feito histórico ou volta para casa sem estatueta? Para acompanhar outras notícias de cultura pop, visite nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação
