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Brent dispara 40% e preço do barril encosta em US$ 105
LONDRES – O barril de petróleo Brent voltou a roçar os US$ 105 na manhã desta segunda-feira (16/03), salto de 40% desde o início da guerra entre EUA-Israel e Irã. A escalada militar afeta o estreito de Ormuz, rota de um quinto do petróleo mundial, e já pressiona a inflação em todas as regiões, inclusive no Brasil.
- Em resumo: fechamento parcial de Ormuz corta 12 mi de barris/dia e impulsiona o Brent; analistas comentaram o cenário em transmissão da Record.
Por que Ormuz virou gargalo vital
Retaliações iranianas interromperam o fluxo de petroleiros no choke point mais importante do planeta. A consultoria Rystad estima perda de 12 milhões de barris diários, volume superior a toda a produção da Rússia antes das sanções. Mesmo a liberação de 400 milhões de barris das reservas emergenciais da Agência Internacional de Energia não acalmou o mercado, segundo dados do Banco Central que já projetam alta de commodities energéticas.
Alguns navios conseguem atravessar o corredor marítimo, mas o risco de novos ataques aumenta o preço do seguro e encarece cada carga.
“A verdade é que, neste momento, grande parte do mercado está operando às cegas”, avaliou Stephen Innes, da SPI Asset Management.
Quanto isso pode pesar no seu bolso
No Brasil, cada avanço de US$ 10 no barril tende a elevar em até R$ 0,25 o litro da gasolina, mostram estudos da Fundação Getulio Vargas. A Agência Nacional do Petróleo já registrou alta média de 11,8% no diesel, agora a R$ 6,80, reflexo direto da tensão no Golfo.

Em termos macroeconômicos, o choque de oferta complica o trabalho do Federal Reserve e de bancos centrais emergentes: projeções de inflação para 2026 subiram de 3,5% para 4,1% no Relatório Focus. Caso o Brent permaneça acima de US$ 100, economistas veem chance de encarecimento em cadeia — da logística ao preço dos alimentos.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
