- Fuga deixa para trás 250 g de drogas e placa roubada em Fortaleza
- Primeira mulher no comando, Carla Ibiapina lidera PRD-CE
- Quixadá inaugura Centro e ilumina campo no Custódio nesta quarta, 18
- Domingo à noite lidera 306 casos de Maria da Penha em Quixadá
- Cabeça d’água arrasta banhistas e móveis em Caucaia
Três execuções em 24h transformam Barbalha em zona de medo
Barbalha, CE – Em menos de 24 horas, dois jovens e um frentista foram mortos a tiros no município, elevando para 11 o número de homicídios em 2026 e acendendo um alerta vermelho para moradores e autoridades.
- Em resumo: Estudante de 17 anos e frentista de 32 estão entre as vítimas; outro homem foi baleado.
Sequência de ataques: o que se sabe até agora
Na manhã de domingo (15), o estudante Jheymisson Sousa dos Santos, 17, foi surpreendido perto de casa, no conjunto Minha Casa Minha Vida, Bairro Barro Branco. O atirador fugiu em uma motocicleta e ainda deixou ferido um vizinho identificado como “Tiago”. Horas depois, já à noite, o frentista Francisco Rodrigues Neto, 32, foi executado dentro da própria residência na Avenida Santo Expedito, Bairro Malvinas; outro homem sofreu facada durante o confronto.
Segundo o Atlas da Violência, o Ceará registrou taxa de 37,4 assassinatos por 100 mil habitantes em 2023, acima da média nacional. Barbalha, com cerca de 60 mil moradores, já soma 11 mortes apenas neste trimestre, aproximando-se da curva estadual.
“Às 11 horas deste domingo, o estudante Jheymisson foi atingido várias vezes e não resistiu”, detalha o boletim policial.
Contexto: aumento inesperado e perfil das vítimas
Em 2025, a cidade contabilizou 20 homicídios durante todo o ano. O número atual representa 55% desse total em apenas três meses, indicando possível tendência de alta impulsionada por disputas locais e revanches, segundo investigadores.

O frentista Francisco possuía dois registros criminais: receptação de celular roubado, em 2014, e ameaça contra ex-companheira no âmbito da Lei Maria da Penha. Já o estudante não tinha antecedentes. As motivações, no entanto, permanecem sob sigilo da Polícia Civil.
O que você acha? A escalada da violência em pequenas cidades preocupa ou é pontual? Para acompanhar outras atualizações sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
