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Trump cobra corte urgente de juros e mira Fed após revés judicial
WASHINGTON, DC – A poucas horas de embarcar rumo à Flórida, Donald Trump voltou a elevar a temperatura da política monetária norte-americana. O ex-presidente exigiu que o Federal Reserve convoque “uma reunião especial para cortar juros agora mesmo”, reforçando a pressão depois de ter sofrido, na última sexta-feira (13), uma derrota na Justiça que travou intimações contra o atual presidente do banco central, Jerome Powell.
- Em resumo: Trump quer redução imediata dos juros após juiz barrar investigação que poderia fragilizar Powell.
Por que a fala de Trump ameaça a independência do Fed?
A investida de Trump acontece menos de 72 horas após o juiz James Boasberg classificar a apuração do Departamento de Justiça como “pretextual” e sem evidências de crime. Para analistas, o episódio reforça o temor de interferência política no Fed, algo considerado tabu nos principais bancos centrais do mundo. De acordo com dados do Banco Central do Brasil, instituições com menor independência tendem a registrar inflação média até 3 pontos percentuais maior no longo prazo.
Trump, porém, argumenta que um corte agressivo de juros é vital diante do arrefecimento da atividade econômica e de sinais de desaceleração da inflação no primeiro trimestre de 2026.
“O Governo não apresentou praticamente nenhuma prova que sustente a suspeita de crime contra o presidente Powell. As justificativas são tão frágeis que só podem ser vistas como pressão política”, escreveu o juiz Boasberg.
Cenário eleitoral e riscos para o bolso do consumidor
A retórica acontece em ano de eleição presidencial. Historicamente, cortes de juros tendem a impulsionar bolsas e crédito — variáveis sensíveis ao humor do eleitor. Na última vez que o Fed reduziu taxas fora do calendário regular, em março de 2020, o S&P 500 reagiu com alta de 5,6% no pregão seguinte.

Economistas alertam, entretanto, que uma decisão precipitada pode reacender a inflação, que fechou 2025 em 4,1% ao ano, acima da meta de 2%. Caso Powell ceda, o custo de financiamento em dólar cairia imediatamente, afetando hipotecas, cartões e até dívidas de mercados emergentes atreladas à referência norte-americana.
E você? A interferência política deve pesar mais do que o combate à inflação? Participe nos comentários e, para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / AP
