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segunda-feira, março 16, 2026

Bastidor: Wagner Moura no orelhão que virou ícone do Oscar

Bastidor: Wagner Moura no orelhão que virou ícone do Oscar

Recife (PE) – Antes mesmo de “O Agente Secreto” disputar o Oscar 2026, uma imagem rodou o mundo: Wagner Moura, como Marcelo, pendurado num orelhão amarelo em pleno set. O clique, assinado pelo pernambucano Victor Jucá, transformou-se na peça de divulgação mais compartilhada do longa e sintetiza a força dos bastidores na campanha internacional do filme.

  • Em resumo: Fotógrafo pediu a pose “em 10 segundos” e gerou o retrato que virou símbolo da produção brasileira.

Como o improviso virou material de marketing global

Durante uma pausa de gravação, Jucá avistou o orelhão ladeado por cartazes políticos e resolveu intervir — algo raro para quem costuma apenas “caçar” momentos espontâneos. Bastou o chamado “Waguinho, telefone pra tu!” para o ator largar o café que tomava com Kleber Mendonça Filho e assumir a posição. Três cliques depois, nasciam as fotos que dominariam trailers, pôsteres e redes sociais do filme.

Segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), produções que investem em material still de qualidade têm, em média, 27% mais alcance orgânico em campanhas digitais – métrica que explica por que a equipe de “O Agente Secreto” tratou a imagem como “vitrine perfeita”.

“Ele olhou pros lados, pra baixo e pra cima. Eu fiz três cliques e soube na hora: ‘tenho um negócio massa aqui’”, relembra Victor Jucá.

Por que a foto importa para a corrida ao Oscar 2026

Na disputa de Melhor Seleção de Elenco, o longa segue a tradição de filmes brasileiros que apostam em narrativas urbanas. Mas o retrato de Moura no orelhão adiciona uma camada simbólica: remete à comunicação clandestina do personagem e conecta o público internacional ao cenário político brasileiro retratado na história.

Jucá, que já assinou o pôster cult de “Aquarius” com Sônia Braga, explica que a mobilidade do fotógrafo still garante ângulos que a câmera de cinema não alcança. A estratégia vem se mostrando eficaz: desde 2016, cinco das sete produções brasileiras inscritas em festivais de classe A utilizaram fotos dele em press-kits oficiais, reforçando a identidade visual do nosso cinema.

Após a temporada de prêmios, diretor e fotógrafo planejam lançar um livro com registros inéditos de bastidores, ampliando o legado do filme e atendendo a um mercado editorial que movimentou R$ 2,6 bilhões em 2025, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

O que você acha? Imagens de bastidor ajudam a impulsionar o cinema nacional no exterior? Para acompanhar outras histórias do entretenimento, acesse nossa editoria Pop.


Crédito da imagem: Divulgação / Victor Jucá

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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