Fábio de Melo reage a polêmica sobre tarifas de missa
São Paulo – A divulgação do suposto valor cobrado pelo padre Fábio de Melo para celebrar missas e eventos privados acendeu um debate acalorado nas redes sociais no último fim de semana. Questionado, o sacerdote usou suas páginas oficiais para explicar como funciona a contratação, defender a transparência do processo e afastar acusações de enriquecimento pessoal.
- Em resumo: vazamento de tabela de preços gerou críticas; padre diz que quantia cobre deslocamento e equipe.
Entenda o que motivou a controvérsia
A polêmica começou quando uma revista de circulação nacional publicou que o cachê para uma celebração presidida por Fábio de Melo poderia ultrapassar dezenas de milhares de reais, dependendo da cidade e da estrutura solicitada. O tema ganhou tração nos aplicativos de mensagens e, em poucas horas, transformou–se em assunto mais comentado no X (antigo Twitter).
Nas redes, o sacerdote afirmou que os contratos são geridos por uma produtora e que «todo evento religioso envolve custos inevitáveis de som, viagem e equipe técnica». Levantamento do IBGE mostra que mais de 120 milhões de brasileiros se declaram católicos, o que explica a alta demanda por missas especiais e peregrinações.
“Não recebo nada além do que é necessário para cobrir despesas e manter meus projetos sociais”, escreveu o padre.
Contexto financeiro e impacto na Igreja
A prática de cobrar por celebrações não é nova: dioceses costumam prever «taxas de ajuda de custo» para padres que precisam viajar. Especialistas em Direito Canônico lembram que a Igreja autoriza gratificações, desde que a contabilidade seja prestada à cúria e parte do montante retorne às obras assistenciais.

Segundo fontes ligadas à Arquidiocese de Aparecida, valores maiores ocorrem quando o contratante exige palco, músicos e transmissão on-line — itens geralmente terceirizados. Para fiéis que criticaram a cifra, Fábio de Melo ressaltou que mantém bolsões de gratuidade para paróquias carentes e que, «na maioria das vezes», prefere não divulgar ações beneficentes para «preservar a dignidade dos atendidos».
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Crédito da imagem: Divulgação
