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Seis mortes violentas sacodem Cariri: jovem de 17 anos executado
Barbalha/CE – O último fim de semana terminou com quatro homicídios, uma intervenção policial e uma morte no trânsito, reduzindo de oito para seis o total de óbitos violentos em relação ao período anterior na região do Cariri.
- Em resumo: três crimes aconteceram só na noite de sexta-feira; a sequência recomeçou no domingo com novos disparos e um ataque dentro de casa.
Sequência de tiros, fuga e perseguição policial
Na sexta (20h), José Jonas Nascimento Santos, 24, foi baleado na calçada de parentes, na Avenida José Bernardino, em Barbalha. Sem antecedentes, ele foi a primeira vítima da série de assassinatos.
Quase simultaneamente, em Crato, dois homens ignoraram ordem do RAIO na Avenida Perimetral Dom Francisco. Na troca de tiros, o vendedor José Marcos Mendes da Costa, 26, morreu no hospital; o comparsa, menor de idade, foi ferido na perna e apreendido com um revólver depois de tentar matar pai e filho no bairro Seminário.
Três das seis mortes ocorreram em intervalo de apenas duas horas, pressionando o efetivo policial da região.
Acidente fatal e retomada da violência no domingo
Ainda na sexta (22h), o jovem Ricardo Pereira da Silva, 24, não resistiu após ser atropelado na CE-384, em Mauriti. No domingo, o ciclo de mortes reabriu às 11h: o estudante Jheymisson Sousa dos Santos, 17, foi executado perto de casa, no Conjunto Minha Casa Minha Vida, Barbalha; outro morador, “Tiago”, ficou ferido.
Horas depois, em Brejo Santo, Francisco Levy Rufino Neves, 31, foi morto a tiros enquanto tomava cerveja em um bar próximo à delegacia. À noite, o frentista Francisco Rodrigues Neto, 32, foi surpreendido por dois encapuzados dentro da própria residência, também em Barbalha.

Por que essa escalada preocupa?
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Ceará registrou taxa de 38 homicídios por 100 mil habitantes em 2023, acima da média nacional de 29. A concentração de crimes em curtos intervalos, como visto no Cariri, indica dinâmica de retaliação entre grupos rivais e pressiona serviços de saúde e investigação.
Especialistas lembram que intervenções policiais fatais representam 12% dos óbitos violentos no estado, segundo o mesmo levantamento. A morte de José Marcos, durante confronto, reforça esse dado estatístico e reacende debate sobre o uso progressivo da força.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal Miséria
