- PF liga R$ 4 mi em luxo de deputada a fraude no INSS
- PF prende advogada que desviou R$ 780 mil e liga deputada ao esquema
- Cármen Lúcia vira cidadã cearense e assume nova responsabilidade
- Chuva de 64 mm em Banabuiú acende alerta hidrológico no Ceará
- Secult injeta R$1,17 mi em 59 projetos da Paixão de Cristo
Guerra no Irã eleva Dubai a US$157 e ultrapassa recorde do Brent
Dubai, Emirados Árabes Unidos – O conflito que fecha rotas no Estreito de Ormuz colocou o petróleo do Oriente Médio no topo da lista dos mais caros do planeta, com o barril Dubai à vista cotado a inéditos US$ 157,66 para maio, superando o antigo pico mundial do Brent de 2008.
- Em resumo: Barril de Dubai salta 60 % sobre swaps, força refinarias asiáticas a cortar produção.
Por que o preço explodiu tão rápido?
Com três tipos de óleo excluídos das negociações de referência da S&P Global Platts – todos afetados pela rota bloqueada –, a oferta disponível encolheu justamente durante o chamado “Mercado de 16h”, quando se forma o preço à vista. Dados do Banco Central mostram que choques similares em 2022 adicionaram 0,4 p.p. à inflação brasileira em apenas um trimestre.
Além disso, transmissões recentes da Record e da Band destacaram que o Irã reduz, em média, 7 milhões de barris diários ao barrar navios no estreito, criando um vácuo que rivais tentam preencher.
“O Platts Dubai continua refletindo o valor do petróleo do Oriente Médio no mercado à vista”, afirmou a S&P Global Energy após críticas de que o índice ficou “distorcido”.
Efeito dominó na Ásia, África e Américas
Consultoria Kpler calcula que os embarques para a Ásia recuaram 32 % em março, caindo para 11,7 milhões de barris por dia. Como resposta, refinarias japonesas e indianas operam a 70 % da capacidade, o menor nível desde 2020.
Na lacuna deixada por Dubai e Omã, o petróleo brasileiro bateu prêmios recordes de até US$ 15/barril sobre o Brent, enquanto cargas da África Ocidental para abril esgotaram antes do prazo, com ágio adicional de US$ 1.

Especialistas lembram que cada alta de US$ 10 no barril adiciona, em média, 0,3 p.p. à inflação global, segundo a Agência Internacional de Energia. Se o impasse persistir, países importadores podem recorrer a reservas estratégicas, como ocorreu em 2011 durante a Primavera Árabe.
O que você acha? A disparada do petróleo pode chegar às bombas brasileiras ainda neste semestre? Para acompanhar todas as análises sobre mercado e energia, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
