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quarta-feira, março 18, 2026

Fanática pelo Flamengo, rapper N.I.N.A leva o drill ao Lolla

Fanática pelo Flamengo, rapper N.I.N.A leva o drill ao Lolla

São Paulo/SP – Às vésperas do Lollapalooza 2026, a transmissão da Band terá um momento inédito: a carioca N.I.N.A, voz potente do drill nacional, estreia no festival misturando paixão rubro-negra e relatos das favelas.

  • Em resumo: Ex-aluna de filosofia na UFF troca sala de aula pelo palco e quer provar que mulher entende de futebol – e de rap.

Do Maracanã ao megafestival: como o Flamengo moldou a artista

Nascida na Cidade Alta, zona norte do Rio, Anna Ferreira viu no Flamengo um refúgio durante os conturbados anos de 2023 a 2025. O amor pelo clube inspirou o EP “O Jogo Virou”, que carrega cornetas de arquibancada e discursos sobre inclusão feminina nas torcidas.

A trajetória começou atrás das pick-ups, quando ela ainda assinava sets como DJ para entender o “tempo certo” das batidas de drill – subgênero de 135-145 BPM que ela ajudou a popularizar no Brasil. A virada definitiva veio em 2022 com o álbum “P.E.L.E”, um dos primeiros projetos do estilo no país.

Sério, o Flamengo salvou a minha sanidade mental”, confessa a rapper sobre a fase pré-fama.

Faculdade trancada e números que explicam a escolha

N.I.N.A deixou a Universidade Federal Fluminense para viver de rimas – movimento comum entre jovens: segundo o Ministério da Educação, a evasão no ensino superior chegou a 29,2 % em 2022.

Ao trocar a teoria filosófica pelo microfone, ela ampliou o debate sobre gênero no rap. Se os versos masculinos exaltam poder aquisitivo, diz a cantora, a ala feminina fala de autoestima e sobrevivência. “Quero que as meninas se sintam parte da organizada, do campinho e do palco”, resume.

No set que apresenta no Autódromo de Interlagos, a artista intercala faixas do segundo álbum, “Para Todos os Garotos que já Mamei” (2023), manifesto de liberdade sexual embalado por afrobeats, e clássicos do drill com letras cruas sobre criminalidade e desigualdade.

O que você acha? A presença de N.I.N.A no Lolla reforça a diversidade do rap brasileiro ou ainda falta espaço para novas vozes? Para mais conteúdos sobre música e cultura pop, visite nossa editoria.


Crédito da imagem: Divulgação

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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