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Robô de 1,80 m promete apontar alvos e atirar sem descanso
São Francisco, EUA – A startup Foundation Future Industries revelou o Phantom-01, humanoide de 1,80 m capaz de carregar 40 kg, navegar sozinho em zonas de conflito e, no futuro próximo, selecionar alvos e acionar armas com um simples “ok” de um operador.
- Em resumo: empresa projeta milhares de unidades até o fim do ano e admite uso bélico sob “supervisão mínima”.
Por que o Phantom-01 vai além dos drones armados
Assim como drones militares já fazem hoje, o robô realiza reconhecimento e logística de forma autônoma. A diferença é a forma humanoide, que permite manipular objetos, abrir portas e ocupar postos de sentinela onde soldados estariam expostos. Segundo o criador Sankaet Pathak, o comando para disparar continuará humano, mas todo o percurso – localizar, mirar e posicionar – ficará a cargo do algoritmo embarcado, blindado contra hackers por operação off-line, explica o executivo à Reuters.
O avanço coloca o Phantom-01 no centro do debate sobre armas autônomas, tema que já levou 30 nações a pedirem banimento desses sistemas na ONU, de acordo com relatório do Atlas da Violência que conecta a proliferação de tecnologia militar ao aumento de letalidade global.
“Eventualmente, queremos que os robôs também sejam capazes de identificar alvos e, então, usar armas”, afirmou Pathak.
Concorrência acirrada e corrida por regulação
No mercado, o Phantom-01 disputa espaço com o Optimus (Tesla), Digit (Agility Robotics) e Apollo (Apptronik). Todos oferecem versões focadas inicialmente em fábricas, mas deixam claro o interesse de governos: para cada soldado poupado, um robô pode operar 24 h, suportar cargas extremas e não demanda evacuação médica.
Analistas lembram que a Convenção de Genebra não proíbe explicitamente máquinas que matem, desde que um humano decida o tiro. Porém, relatórios do SIPRI mostram que 59% dos incidentes envolvendo sistemas semiautônomos ocorreram por erro de identificação – o mesmo trabalho que o Phantom-01 promete fazer melhor que o olho humano.

A segunda geração, prevista para abril, deve baratear a produção com componentes modulares. A meta da empresa é vender “milhares” ainda em 2026, sinal de que soldados de aço podem chegar aos arsenais antes de uma legislação clara.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
