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PIB da Argentina avança 4,4%, mas desemprego atinge 7,5%
Buenos Aires – O Produto Interno Bruto da Argentina cresceu 4,4% em 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), mas o governo Javier Milei convive com a pior taxa de desemprego desde a pandemia: 7,5%. O dado reforça que, apesar da primeira expansão econômica sob o presidente ultraliberal, falta fôlego para estabilizar consumo e emprego.
- Em resumo: avanço do PIB esbarra em inflação de 31,5% e desemprego recorde.
Reformas radicais impulsionam exportações
O crescimento foi turbinado por um salto de 7,6% nas exportações e de 16,4% nos investimentos em máquinas e obras. Analistas ligam o desempenho ao “Plano Motosserra”, pacote que cortou subsídios e abriu a economia, alinhado a recomendações de organismos internacionais. Para efeito de comparação, o Brasil cresceu 2,9% no mesmo ano, conforme série histórica do IBGE, mas com ritmo de desemprego menor que 8%.
No entanto, o consumo das famílias argentinas subiu só 7,9% — avanço insuficiente para repor a retração de 2024. Já o consumo público praticamente ficou estagnado (0,2%), consequência direta do ajuste fiscal que suspendeu repasses provinciais e paralisou obras.
“Milei conseguiu estabilizar variáveis macro, mas ainda não converteu esse ganho em empregos e poder de compra”, avaliou Tito Nolazco, da Prospectiva Public Affairs Latam.
Inflação desacelera, mas bolso continua pressionado
Depois de bater 211,4% em 2023 e 117,8% em 2024, a inflação recuou para 31,5% em 2025. Mesmo assim, segue cinco vezes acima da meta de 6% adotada por vizinhos latino-americanos. Economistas lembram que, historicamente, o país só registrou inflação de um dígito por três anos na última década, todos entre 2017 e 2019.
O Indec aponta ainda que os setores mais intensivos em mão de obra — manufatura, serviços domésticos e comércio — ficaram praticamente estagnados. Sem reação do mercado de trabalho, o consumo interno permanece amarrado, o que explica a fragilidade dos números “pós-recessão”.

Para 2026, Milei aposta na recém-aprovada reforma trabalhista e em novos acordos de livre comércio para gerar vagas. Entretanto, o Fundo Monetário Internacional projeta alta modesta de 2,1% no PIB, alertando que “qualquer choque cambial pode devolver o país à recessão”.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
