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Lollapalooza 2026 cria área VIP e bombeiro vigia quero-queros
SÃO PAULO – Um dos morrinhos à frente do palco principal do Autódromo de Interlagos virou notícia nesta sexta-feira (20). Ali, a organização do Lollapalooza 2026 isolou uma “área VIP” para uma mãe de quero-quero e seus três filhotes, mobilizando até um bombeiro para proteger o ninho durante os shows transmitidos pela Band.
- Em resumo: Para não estressar as aves, a produção afastou o público e escalou um bombeiro como vigia permanente.
Por que o espaço foi isolado
Segundo o bombeiro Allejandro Rocha, que se ofereceu para a função, a decisão partiu de um técnico de iluminação incomodado com a proximidade do público. Em poucos minutos, grades de contenção cercaram o pequeno gramado onde a família pousou.
O quero-quero (Vanellus chilensis) é considerado sentinela natural dos campos brasileiros e está protegido pela Lei 9.605/98, que pune a perturbação de ninhos de fauna silvestre. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a espécie é uma das mais adaptáveis a áreas urbanas, o que explica a visita inesperada ao festival.
“Eu me voluntariei para ficar dando atenção. Se alguém se aproximar demais, a gente afasta”, contou Rocha.
Impacto no clima do primeiro dia de festival
Entre os fãs de Sabrina Carpenter, que abriu a programação ao lado de nomes como Deftones e a rapper Doechi, a cena virou atração paralela: celulares voltados não só para o palco, mas também para o ninho protegido.

A prática de criar micro-refúgios para animais silvestres em grandes eventos é tendência mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, o festival Glastonbury sustenta programas de mitigação de impacto para aves migratórias desde 2023. Especialistas afirmam que iniciativas assim reduzem em até 40% o índice de estresse em espécies expostas a som alto, segundo levantamento da Cornell Lab of Ornithology.
E você? Acha que festivais deveriam adotar protocolos fixos para proteger a fauna local? Para mais conteúdos sobre música e cultura pop, acesse nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação / g1
