Fila do Lolla vira passarela drag para show de Chappell Roan
São Paulo (SP) – Horas antes dos portões se abrirem para o segundo dia do Lollapalooza 2026, o entorno do Autódromo de Interlagos já parecia um palco paralelo: plumas, glitter e perucas coloridas dominaram a fila, transformando a espera em celebração da cultura drag inspirada pela norte-americana Chappell Roan.
- Em resumo: fãs viajaram madrugadas inteiras para garantir lugar e homenagear a artista que sobe ao palco às 21h30.
Por que Chappell Roan virou símbolo de pertencimento
Conhecida por performances teatrais e discursos pró-LGBTQIA+, Roan faz sua primeira apresentação no Brasil neste sábado (21). Segundo estimativa do IBGE, mais de 3 milhões de brasileiros se declaram homossexuais ou bissexuais, grupo que encontra na cantora uma voz de visibilidade e autoaceitação.
A estudante curitibana Julia da Rocha chegou “às 16h da manhã”, como brincou, depois de apenas duas horas de sono. O sacrifício, diz ela, vale para “me descobrir como pessoa queer” ao som de hits como “Pink Pony Club”.
“Ela tá revolucionando a arte sendo drag mesmo sendo mulher”, resume Marina Serra, 19 anos, que viajou do Rio para vê-la de perto.
Impacto cultural e programação do dia
Especialistas apontam que a presença de mulheres drag em grandes festivais ainda é rara; a DragCon LA, por exemplo, teve menos de 10% de lineup feminino em 2025. O ato de se montar na fila, portanto, ganha peso político: visibilidade em um espaço que historicamente privilegia homens cis.

Além de Roan, a maratona sonora traz Skrillex (20h10), Lewis Capaldi (19h05) e a estreia do k-pop com Riize (21h30, palco Flying Fish). Para quem não estiver no autódromo, a Globo e o Globoplay transmitem ao vivo a partir das 12h45 (horário de Brasília UTC-3).
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Crédito da imagem: Divulgação / João de Mari
