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Meio segundo tira recordista Matheus Lima do pódio no Mundial
TORUŃ, POLÔNIA – Um intervalo de apenas 24 horas foi suficiente para transformar um recorde continental em frustração. Depois de cravar 45s71 e quebrar o recorde sul-americano dos 400 m rasos indoor, Matheus Lima correu a final deste sábado (21) em 46s17 e acabou na sétima posição do Mundial de Atletismo em pista coberta, transmitido pela Record.
- Em resumo: o brasileiro perdeu 0,46 s de um dia para o outro e ficou fora do pódio, vencido pelo canadense Christopher Morales Williams (44s76).
Por que o tempo caiu de 45s71 para 46s17?
Especialistas apontam que a recuperação curta entre semifinal e final é um dos maiores desafios em competições indoor. De acordo com a World Athletics, a exigência de duas voltas em pista de 200 m contra curvas fechadas amplia o desgaste muscular em até 15% em relação ao circuito aberto.
No caso de Matheus, qualquer variação é decisiva porque o topo da prova vive uma era de tempos históricos – o recorde mundial indoor é 44s52, de Michael Norman (EUA, 2018). Bastaram dois décimos mais lentos na primeira volta para o paulista perder contato com Morales Williams, autor do novo recorde do campeonato.
“Faltou explosão na reta final, mas o resultado mostra que ele segue entre os melhores do mundo”, avaliou a Confederação Brasileira de Atletismo em nota.
Brasil ainda sonha com medalhas no último dia
A delegação verde-amarela conta com 19 atletas em Toruń. Nomes como Ana Carolina Azevedo (60 m) e Almir Cunha dos Santos (salto triplo) competem neste domingo (22), último dia do torneio, mantendo vivas as esperanças brasileiras de pódio.

Matheus, que já tinha sido sexto no Mundial de Nanjing 2025 e campeão sul-americano indoor em Cochabamba (2.560 m de altitude) no fim de fevereiro, reforça a boa fase do sprint nacional. A meta do Comitê Olímpico é ultrapassar o resultado de Glasgow 2024, quando o país não alcançou nenhuma final dos 400 m.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
